Considerado como uma referência regional no acolhimento de menores de idade, o Lar Padilha também auxilia os jovens abrigados no processo de transição para a vida adulta e independente. Para tanto, a instituição situada no interior de Taquara conta com um imóvel residencial na região central da cidade para atender aos jovens que completam 18 anos acolhidos na instituição e que não têm a possibilidade de retorno à família de origem ou de colocação em família substituta ou que, ainda, não possuam meios para auto-sustentação.
A Casa República do Lar Padilha é uma iniciativa que consiste na locação e custeio de um prédio residencial, onde estes jovens em vias de desacolhimento, por atingirem a maioridade, recebem o apoio institucional pelo período de 12 a 24 meses, possibilitando que trabalhem, estudem e possam adquirir estabilidade financeira e autonomia. O Lar ainda orienta e apoia as atividades dos jovens, de acordo com a demanda de cada caso, sempre fortalecendo o protagonismo e a construção de projetos de vida. O espaço conta com capacidade de atendimento para até seis moradores.
Segundo o diretor do Lar Padilha, Fernandes Vieira dos Santos, o projeto nasceu de muitas discussões internas na instituição sobre resultados negativos verificados quando do desacolhimento de jovens que não possuíam perspectivas de apoio fora do Lar. “Percebemos a angustia dos adolescentes que não vislumbravam amparo dos familiares para conseguir seguir seus caminhos, necessitando de uma transição entre a saída do Lar e a inserção na vida autônoma. Por isso, a Casa República existe para que esses jovens vivenciem o empoderamento e controle sobre suas próprias vidas, com o devido monitoramento e proteção durante esse período”, salienta.
Entre os atuais ocupantes da casa está Yuna, de 20 anos, que trabalha como recepcionista em uma clínica médica em Taquara e também atua aos finais de semana como auxiliar de cozinha em um restaurante de Igrejinha. Ela cursou dois semestres de enfermagem na FACCAT e, atualmente, faz curso de aeromoça. Um dos primeiros participantes da Casa República é Adriano, de 28 anos, que trabalha no departamento de apoio de uma loja de eletrodomésticos no centro de Taquara. Ele é formado no Ensino Médio e gosta muito de tecnologia.
Outra moradora é Samantha, de 20 anos, que está cursando o 4º semestre em psicologia na Faccat e trabalha em uma indústria de calçados de Igrejinha. Ela pretende após se formar na faculdade, atender em consultórios e atuar em instituições de saúde e assistência social. A jovem Jenifer completou 18 anos recentemente e é a mais nova moradora da casa. Ela é estagiária na 2ª Vara Cível de Taquara e está finalizando o Ensino Médio. Pretende cursar direito e expandir horizontes nesta área.
Conforme a direção do Lar Padilha, este projeto é mantido com recursos de doações financeiras e ao longo de mais de dez anos já contou com apoio de tradicionais e importantes instituições brasileiras como a IECLB – Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil e a FLD – Fundação Luterana de Diaconia. A entidade também pode receber outras doações da comunidade através do PIX CNPJ 91.695.577/0002-00.



