Sete pessoas foram presas nesta quinta-feira (27) no Rio Grande do Sul suspeitas de integrar uma organização criminosa que praticava o golpe conhecido como “sextortion”. Uma das prisões ocorreu em Taquara.
De acordo com a investigação, os criminosos criavam perfis falsos de mulheres em redes sociais e trocavam mensagens e fotos íntimas com as vítimas. Após obter as imagens, integrantes do grupo, se passando por policiais ou advogados, exigiam dinheiro para não expor o conteúdo.
As prisões foram realizadas em Montenegro, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Sapiranga, Sapucaia do Sul e Taquara. Em Sapucaia do Sul, duas pessoas foram detidas. Entre os suspeitos presos, quatro já estavam em unidades prisionais e operavam o esquema de dentro das cadeias.
Os investigados podem responder por extorsão qualificada pelo resultado morte, associação criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que podem ultrapassar 20 anos de reclusão.
Investigação teve início após suicídio de vítima
A polícia começou a investigar a quadrilha depois do suicídio de uma vítima em maio de 2024. O homem, um vigilante de 52 anos que morava em Cruzeiro (SP), foi extorquido após compartilhar fotos íntimas e, antes de tirar a própria vida, chegou a transferir dinheiro aos criminosos.
A operação desta quinta-feira foi coordenada por policiais civis de São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com apoio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (DIOPI) e do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), vinculados ao Ministério da Justiça.


