
Os céus do Rio Grande do Sul foram palco de um eclipse lunar total na madrugada de sexta-feira (14), um evento astronômico conhecido como “Lua de Sangue”. O fenômeno foi acompanhado e registrado pelo Observatório Heller & Jung, localizado em Taquara, que capturou imagens detalhadas da transição da Lua ao longo das diferentes fases do eclipse.
O ápice do eclipse ocorreu às 3h58min, e a Lua só voltou a brilhar completamente por volta das 7h. Durante o evento, o satélite natural adquiriu um tom avermelhado característico, efeito causado pelo bloqueio da luz solar direta pela Terra, deixando apenas a luz refletida pela atmosfera atingir a Lua.
O Observatório Heller & Jung desempenhou um papel fundamental no registro do fenômeno, documentando o momento em que a sombra terrestre cobriu completamente a Lua e destacando a beleza do evento para a comunidade astronômica e o público em geral.
O que é um eclipse lunar total?
Um eclipse lunar total ocorre quando o Sol, a Terra e a Lua se alinham de forma que o planeta projeta sua sombra sobre o satélite. A tonalidade avermelhada da Lua durante o eclipse é causada pelo fenômeno da Dispersão de Rayleigh, o mesmo efeito que dá cor ao pôr do sol.
Existem três tipos principais de eclipses lunares:
- Total: quando a Lua entra completamente na sombra da Terra e adquire a coloração avermelhada.
- Parcial: quando apenas uma parte da Lua é encoberta pela sombra terrestre.
- Penumbral: quando a Lua passa pela penumbra da Terra, resultando em um leve escurecimento do satélite.
Próximos eclipses lunares
O próximo eclipse lunar total ocorrerá em setembro, mas não será visível no Brasil. No país, a próxima oportunidade para observar um eclipse total será apenas em 2029. Até lá, apenas eclipses parciais ou penumbrais poderão ser vistos.


