
Neste dia 1º de maio, Dia do Trabalhador, Parobé completa 43 anos. O município é conhecido pela indústria calçadista, motor da economia há vários anos e ainda pujante símbolo do desenvolvimento. E, “por natureza”, também possui um elemento histórico e ambiental que muitos ainda não conhecem: a figueira de 300 anos!
A árvore fica dentro de uma propriedade privada, em Santa Cristina do Pinhal, logo após alguns quilômetros de estrada de terra. No interior de um sítio, ela recebe a visita de alunos, professores e, no começo do ano, recepcionou até as candidatas à corte do Festejando Parobé.

A “senhora” foi considerada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) a árvore mais antiga ainda de pé no Estado. “Conhecê-la é importante pela questão ambiental. Ela é uma das mais antigas do RS. A primeira fica em Venâncio Aires, a segunda fica em Arambaré e a terceira, aqui”, explica a historiadora Eloísa Elena.
Segunda Eloísa, o espaço é visitado pelos alunos em um projeto desenvolvido por ela na rede de ensino do município. “Eu tenho um projeto que se chama ‘Parobé: conhecendo minha cidade, uma história a ser vivida’ e nele a gente faz um tour, no qual eu trago os alunos até a figueira”, relata.
O espaço não é fácil de ser encontrado. A equipe da Rádio Taquara foi até lá sendo guiada pela professora, assim como é feito com os alunos que são levados pelo projeto.
O proprietário das terras, Ezequiel Oliveira, garante que o espanto daqueles que veem a magnitude da árvore é garantido: “À medida que chegam aqui e passam pela nossa casa e enxergam a figueira, eles ficam surpresos. ‘Bah! Olha só o que tem ali!'”, comenta sobre a fala das crianças.


Segundo o morador, não é só a criançada que se espanta com os galhos e raízes gigantes. “Os vizinhos aqui do Pinhal também se espantam. Eu pergunto: ‘vocês nunca tinham ouvido falar?’ E eles dizem que não”, relata.
Os moradores recebem todos que querem conhecer a figueira tricentenária. Ela faz parte do patrimônio ambiental e histórico do município. “Saber que a nossa região do Pinhal tem uma árvore tão importante, assim como temos uma igreja que foi construída em 1853, é muito bom”, finaliza Eloísa, falando sobre dois marcos simbólicos que se entrelaçam com a história de Parobé.


