Cultura e Lazer Geral

Feira do Livro de Rolante entra na reta final com programação voltada à cultura, leitura e inclusão

Evento segue até sábado (10) com apresentações artísticas, sarau literário e atividades infantis no Parque da Kuchenfest
Estudantes da escolas municipais prestigiam a programação literária.
Fotos: Guilherme Kaiser / Rádio Taquara

A 22ª Feira do Livro de Rolante chega aos seus últimos dias com uma programação intensa voltada à valorização da leitura, cultura e integração comunitária. Realizada no Parque da Kuchenfest, a feira segue até o sábado, 10 de maio, com atrações para públicos de todas as idades. De acordo com a diretora de Cultura, Joyce Reis, a proposta da feira é “desenvolver o hábito da leitura na nossa comunidade e também mostrar o potencial criativo das nossas crianças e dos nossos alunos”.

A programação dos próximos dias inclui ainda bate-papos com a escritora Christina Dias, autora de “O galinheiro do Bartolomeu”, que participa de encontros ainda nesta sexta-feira, às 8h40 e 14h40, voltados especialmente ao público escolar. O projeto Kombina, com uma Kombi recheada de jogos e brincadeiras interativas, também segue com visitação até sexta-feira.

No sábado (10), o encerramento da feira será marcado por atividades voltadas às famílias, com brinquedos infláveis e pintura de rosto das 9h às 17h. A programação inclui a peça infantil “Palavras Mágicas”, da Cia. Teatral 3 em 1, às 14h, e show musical com o cantor João Edinger, às 15h. A Feira de Artesanato, o sebo organizado pela Associação dos Amigos da Biblioteca Pública Rui Barbosa e o estande de troca-troca de livros infantis também seguem disponíveis ao longo dos dias.

Promovida pela Prefeitura de Rolante, por meio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, a Feira do Livro conta com o apoio de entidades como Sesc, Senac, Sindilojas, Fecomércio, CRAS e outras.

Nelso Hahn Mazuranna é o patrono da edição de 2025 da Feira do Livro.

O olhar do patrono

Patrono desta edição da Feira do Livro, o educador e escritor Nelso Hahn Mazuranna destacou, em sua fala, a leitura como força transformadora em sua trajetória pessoal e profissional. Natural do interior de São Francisco de Paula, Mazuranna relembrou que seu contato com os livros começou cedo, aos nove anos, quando lia jornais para o pai. “Eu tinha e ainda tenho esse dom da leitura, que foi me abrindo caminhos”, relatou.

Ele também compartilhou episódios marcantes da infância escolar, como o momento em que uma punição recebida por mau comportamento o incentivou a se dedicar aos estudos. “Na metade do ano, eu já sabia ler e fui promovido de série. Aquilo mudou minha vida”, disse. Desde então, sua atuação se concentrou na educação de crianças, principalmente em escolas do meio rural. “Trabalhei em dez escolas, muitas vezes sozinho, com turmas multisseriadas. Foi ali que percebi o quanto a leitura podia tocar cada aluno, mesmo nas condições mais simples”.

Autor de livros infantis como “1.001 quadrinhas populares da vovó Anitta” e “A minha escola feliz”, Mazuranna afirmou que seu vínculo com o universo infantil veio da vivência com os alunos e do carinho com que guarda as lembranças da infância. “As crianças me inspiram. Escrevo para elas porque me vejo nelas”, resumiu. Hoje, avô, ele mantém o hábito de cantar e brincar com os netos e acredita que a alegria também é um elemento essencial na formação de leitores.