
Um projeto de cartilha educativa sobre trânsito para alunos das escolas de Taquara foi discutido nesta sexta-feira (4), durante uma reunião realizada no auditório da Secretaria de Saúde do município. A iniciativa, apresentada pela Copebens (Associação de Proteção e Benefícios), vem desde maio tendo como objetivo promover a conscientização sobre segurança no trânsito desde a infância, alcançando a rede municipal, estadual e privada.
O material, voltado para alunos do 1º ao 5º ano, traz conceitos básicos de trânsito apresentados de forma didática e interativa. Segundo o presidente da Copebens, Márcio Reis, a cartilha também tem um papel importante para estimular o diálogo entre crianças e familiares.
“A criança, ao levar o conteúdo para casa, acaba estimulando conversas sobre comportamento no trânsito com os pais, o que pode resultar em motoristas mais conscientes”, explica.
O projeto Educação no Trânsito Não Tem Idade nasceu após quatro anos de observação da região do Vale do Paranhana, onde acidentes fatais concentram-se principalmente nos meses entre março e outubro, e não durante as férias. “Buscando melhorar esse cenário, em parceria com a Prefeitura e a Secretaria de Educação, desenvolvemos essa cartilha, que já está sendo ampliada para municípios vizinhos como Parobé, Igrejinha e Rolante”, destaca Márcio.
Na reunião, estiveram presentes representantes das forças de segurança, secretarias e vereadores, entre eles a secretária de Educação, Cultura e Esporte, Carla Amaral; o diretor de Trânsito, Felipe Rodrigues; o tenente Sidney Marques de Melo, da Brigada Militar; o sargento Edson Santos, do Corpo de Bombeiros; o sargento Diogo Weide; e a vereadora Carmem Fontoura (PSB).

Para o diretor de Trânsito, Felipe Rodrigues, a iniciativa é essencial para construir uma base sólida de educação no trânsito na região. “Tivemos aqui a presença de todas as forças parceiras para que possamos consolidar um projeto que realmente dê resultado. Agradeço ao Márcio pela propositura e esperamos que esse projeto saia em breve do papel”, afirmou.
A secretária Carla Amaral reforçou a importância de integrar as ações em um calendário único, envolvendo tanto a educação quanto a cultura, para alcançar maior eficiência.
“Eu acredito que podemos realizar o trabalho na sala de aula, talvez em um momento antes ou depois, e depois fazer uma abertura ou encerramento com a participação de todas as forças envolvidas, na escola ou em outro espaço. Tenho 42 escolas, então realizar um evento em cada uma seria complicado. Por isso, sugiro trabalhar com o coletivo que representa essas escolas, para reunir as crianças em um espaço maior, como o Centro de Eventos da Faccat, onde todos possam participar juntos”, sugeriu.
Carla ainda sugeriu que o projeto tenha continuidade com ações mensais para manter o engajamento e consolidar o aprendizado. “Cada escola pode indicar seus representantes para esses encontros, o que facilitará a organização. Também contamos com professores engajados nas ações, e poderemos realizar eventos de lançamento e encerramento, além de atuar nas principais escolas, especialmente as maiores”, concluiu.
Além da conscientização infantil, o projeto conta com o apoio e a participação da Brigada Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Estadual e o Conselho Comunitário Pró-Segurança Pública (Consepro), ampliando seu alcance para toda a comunidade.


