
As imagens de meteoros, raios, tempestades e outros fenômenos que acontecem no céu de Taquara são comumente vistos na imprensa ou nas redes sociais. Os moradores logo reconhecem: essa foi registrada aqui na cidade.
O Observatório Heller & Jung desempenha um papel fundamental no registro e estudo desses fenômenos. Além disso, qualquer pessoa pode acessar os vídeos ou acompanhar ao vivo os fenômenos de forma gratuita.
O Observatório Heller & Jung nasceu por meio do professor Carlos Fernando Jung, 63 anos, engenheiro por formação. O trabalho dá continuidade a um hobby de muito tempo. “Eu já registro raios há, aproximadamente, 30 anos. Em 2015, surgiu o interesse, também, de estudar os asteroides e meteoros”, explica.
O espaço foi totalmente construído pelo professor. Ele se orgulha ao dizer que, além do investimento totalmente privado, ele colocou manualmente cada um dos equipamentos, que podem resistir a eventos climáticos extremos.
A construção do espaço começou aos poucos, há quase 10 anos. “O Observatório surgiu em 2016 com a finalidade de fazer o registro de meteoros, identificando de onde eles se originam e, principalmente, com o intuito de ajudar na formação de novos cientistas, investindo nas crianças”, explica.

A atual estrutura conta com câmeras hipersensíveis, capazes de realizar o registro dos mais diversos fenômenos naturais, assim como elencar dados referentes à qualidade do ar e quantidades de raios UV. “A gente opera com cerca de 40 câmeras. São câmeras especiais, de alta sensibilidade e com bons ângulos de abertura”, relata.

O registro desses fenômenos é extremamente importante, segundo Jung. Diversas instituições podem acessar esses dados, em situações de emergência climática, como as enchentes do ano passado. “Esses dados ficam disponíveis a todas as Defesas Civis, fornecendo informações para que elas tomem as melhores decisões possíveis para sua cidade ou região”, explica.
O professor salienta, ainda, a facilidade de acesso aos dados por qualquer pessoa ou instituição, em uma emergência, pelo https://hellerjung.com/, site oficial do Observatório. “A comunidade tem acesso a qualquer dado gerado pelo Observatório, em tempo real. Não há nem necessidade de fazer login, que às vezes atrapalha um pouco, quando ocorre uma emergência”, exemplifica.
A pesquisa de anos e o investimento alto não buscam retornos financeiros. Ao ser questionado, o Dr. Jung não quis falar sobre os valores investidos, mas sobre o legado que quer deixar, principalmente aos pequenos. “Tudo um dia tem um fim. O que não vai ter um fim é o legado do Observatório. Se uma criança tornar-se cientista por causa desse trabalho, construímos o nosso legado. Isso é o mais importante”, finaliza.

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