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PEC da Reeleição: saiba os impactos no Vale do Paranhana se a proposta avançar no Congresso

Proposta em análise no Senado também altera duração dos mandatos e unifica eleições a partir de 2030

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da reeleição para os cargos de presidente da República, governadores e prefeitos avançou no Senado, nesta semana, e poderá ser votada no plenário nos próximos dias. Além de extinguir a reeleição, o texto prevê mandatos de cinco anos para todos os cargos eletivos e unificação das eleições a partir de 2030.

Caso aprovada, a proposta começará a vigorar para prefeitos eleitos em 2028 e para presidentes e governadores a partir de 2030. Isso significa que prefeitos eleitos em 2024, atualmente em primeiro mandato, ainda poderão disputar a reeleição em 2028. A nova regra só impedirá a reeleição dos candidatos eleitos a partir dessas datas.

Veja como ficam os prefeitos da região diante da proposta:

  • Taquara: Sirlei Silveira (Republicanos) está no segundo mandato e, mesmo sem a PEC, já não pode disputar nova eleição em 2028.
  • Parobé: Gilberto Gomes Júnior (PDT) está em seu primeiro mandato e poderá buscar a reeleição em 2028, pois a medida não retroage.
  • Igrejinha: Leandro Horlle (PP), também no segundo mandato, já não poderia concorrer em 2028, mesmo sem a mudança.
  • Três Coroas: Fabiel Port (Republicanos), em primeiro mandato, poderá disputar a reeleição normalmente em 2028.
  • Riozinho: Airton Trevizani da Rosa (PL), no primeiro mandato, continua com possibilidade de se candidatar novamente em 2028.
  • Rolante: Alceu Trevizani da Rosa (PRD), também em primeiro mandato, poderá buscar a reeleição em 2028.

Segundo a proposta, vereadores, deputados e senadores, cargos parlamentares, continuam com a reeleição permitida, sem limite de mandatos.

Outro ponto relevante da proposta é a alteração no tempo de mandato para todos os cargos, incluindo vereadores, deputados estaduais e federais, senadores, prefeitos, governadores e presidente da República. Todos passariam a exercer mandatos de cinco anos, o que impacta a organização das campanhas e os ciclos políticos em todo o país. No caso dos senadores, a mudança entraria em vigor a partir de 2034, com renovação integral a cada eleição.

A proposta ainda precisa passar por dois turnos de votação no Senado e, em seguida, ser apreciada também em dois turnos pela Câmara dos Deputados.