
A Polícia Civil realizará a reconstituição do crime que resultou na morte de Micael Douglas Müller, de 28 anos, em Igrejinha. A reprodução dos fatos ocorrerá na residência onde o jovem foi morto a facadas pela ex-namorada, investigada por homicídio. O local, que é alugado, permanece preservado desde a noite do crime, à espera da perícia.
Segundo o advogado Luiz Fernando Cunha, representante da família de Micael, a expectativa é de que o procedimento contribua para esclarecer a dinâmica da ocorrência.
“A reconstituição será feita da forma mais fidedigna possível, na casa da vítima. O local está exatamente como estava, aguardando essa perícia. A família tem pressa porque precisa devolver o imóvel, que é alugado. A equipe do IGP é quem fará o trabalho, por isso ainda não há uma data definida”, afirmou Cunha.
O advogado acrescentou que o inquérito policial está prestes a ser remetido ao fórum, o que marcará o início do processo criminal. Ele também espera que a acusada participe da reconstituição.
“Espera-se que a investigada colabore e forneça as informações necessárias aos peritos no dia da reconstituição, para que se possa cruzar os dados com o exame de necropsia do Micael”, disse. “O objetivo é entender com precisão a direção das facadas e as possíveis posições dos envolvidos no momento do golpe.
Cunha também relatou a reação da família diante do andamento da investigação.
“A reação da família foi de alívio e gratidão pela eficiência do trabalho realizado pela Polícia Civil. Até então, cada manifestação nas redes sociais demonizando o Micael era sentida como uma nova facada. Agora, com o esclarecimento trazido pelo delegado, eles já conseguem dormir com o sentimento de que a justiça está sendo feita”.
O delegado Fábio Idalgo Peres, que assumiu temporariamente a condução da investigação, informou que a reprodução simulada dos fatos foi solicitada ainda no início do inquérito.
“Essa diligência foi requisitada logo no começo, antes mesmo da análise de dados telemáticos e também da conclusão dos laudos periciais. A reconstituição também foi solicitada pela assistência da acusação e, por ora, está mantida”, afirmou.
Ele ressaltou, no entanto, que a presença da investigada não é obrigatória.
“A investigada só comparece se quiser. Trata-se de uma prova pericial conduzida pelo Instituto Geral de Perícias, que ainda não tem data definida para ocorrer”.


