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Produção de azeite liderada por Michelle Sápiras é destaque no programa É de Casa da Globo neste sábado (19)

Episódio do quadro Belezas da Terra vai ao ar a partir das 9 horas em rede nacional.
Juliana Sana, apresentadora do quadro, em gravações junto com a empresária Michelle Sápiras (Fotos: Diego Vara/Divulgação)

O azeite de oliva extravirgem Bem-te-Vi, produzido em Encruzilhada do Sul por um casal de Taquara, será destaque do quadro Belezas da Terra, dentro do programa É de Casa, que vai ao ar pela TV Globo (RBS TV) neste sábado (19), às 9h. A edição mostra os bastidores da produção e traz o relato da produtora Michelle Sápiras, que comanda a marca ao lado do marido e sócio, Edison Vara.

“O nosso objetivo sempre foi viver no campo. Gostamos da vida próxima à natureza e queríamos produzir algo que fosse extremamente saboroso e que também fizesse bem para a saúde das pessoas”, explica Michelle.

O casal estudou diversas possibilidades, como uva, noz-pecã e frutas vermelhas, e optou pela olivicultura por se tratar de uma cultura milenar, com benefícios comprovados e potencial de crescimento no Brasil.

A gravação do programa ocorreu durante a colheita. Segundo Michelle, o dia foi marcado por momentos especiais.

“Estava muito seco, e uma nuvem de poeira vinha da estrada. O Edison pegou o trator e molhou a estrada para evitar que a poeira atrapalhasse a gravação”, relembra.

Michelle destacou dois momentos especiais durante o dia de gravação. Primeiro, a apresentadora Juliana Sana plantou uma oliveira no olival, simbolizando a ligação com a terra. Além disso, o chef Lucas Muttoni, de Gramado, participou preparando o almoço da equipe, que contou ainda com um galeto assado pelo pai dele, tornando o momento ainda mais especial e acolhedor.

“Foi muito importante para nós mostrar também a equipe de trabalhadores e colhedores que faz tudo acontecer”, completa Michelle.

Bastidores da gravação
Manejo focado na sustentabilidade

Segundo Michelle, o diferencial do azeite Bem-te-Vi começa ainda no campo. Todas as azeitonas utilizadas são cultivadas na própria fazenda da família, com manejo focado na sustentabilidade e uso de produtos biológicos.

A colheita, de acordo com a produtora, é feita com cuidado especial no manuseio dos frutos, que são mantidos em cadeia de refrigeração desde o momento em que saem do pé até a extração do azeite, um processo que evita a oxidação e preserva as qualidades sensoriais do produto.

“Fazemos tudo com muito rigor técnico e atenção aos detalhes. Isso nos permite alcançar uma acidez extremamente baixa, de apenas 0,1%, algo que está entre os melhores índices possíveis para um azeite extravirgem”, destaca Michelle.

Reconhecimento internacional

Nos últimos anos, o azeite Bem-te-Vi tem se destacado em concursos internacionais. A marca já recebeu premiações na Itália, França, Espanha, Japão e Israel, além de figurar no guia italiano Flos Olei, considerado uma das principais referências mundiais do setor. A edição de 2025 trouxe o azeite gaúcho com nota 89, entre os quatro melhores do Brasil.

“Essa conquista é fruto de um trabalho com muito cuidado em todas as etapas”, afirma Michelle.

Diferenciais:

  • Produção 100% própria, com controle de todo o processo
  • Manejo com produtos biológicos e práticas sustentáveis
  • Colheita cuidadosa e cadeia refrigerada até a extração
  • Acidez baixíssima: 0,1%
  • Premiações em concursos internacionais e presença no guia Flos Olei
  • Produzido em Encruzilhada do Sul, na Serra do Sudeste gaúcha
Parceria une terroirs mineiro e gaúcho

No ano passado, a produtora mineira Carla Borriello, responsável pela marca Borriello desde 2007 em Andradas (MG), entrou na sociedade da Bem-te-Vi. Juntas, elas criaram a empresa BB Brasil Azeites, que atualmente administra ambas as marcas.

Essa parceria une dois terroirs distintos, a Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais, e os pampas gaúchos, com o objetivo de ampliar a produção e o alcance dos azeites. Para 2025, a meta é faturar R$ 1,5 milhão, produzindo cerca de 6 mil litros de azeite premium, sendo 800 litros em Minas Gerais e 5,2 mil litros no Rio Grande do Sul, segundo relataram as sócias à revista Forbes.

A olivicultura no Brasil

A olivicultura é o cultivo de oliveiras, plantações que demandam clima e solo específicos. No Brasil, a atividade se desenvolveu principalmente nos campos do Rio Grande do Sul, que concentra cerca de 70% da produção nacional. A colheita ocorre entre fevereiro e abril, e o Brasil já conta com mais de 300 marcas registradas de azeite de oliva extravirgem nacional, sendo o segmento um dos que mais crescem na agricultura gaúcha.