
Nesta sexta (8) e sábado (9), a Faccat sediou o Hackatime – Tempo de Inovar, maratona de desenvolvimento realizada em parceria pelo Sicredi Caminho das Águas, Instituto Taquara Mais, Faccat, Crisdu Labs e escolas da região. Durante dois dias, dez equipes formadas por alunos do ensino médio trabalharam no desafio de criar soluções para problemas reais da comunidade.
Segundo Fernando Neves, vice-presidente do Instituto Taquara Mais, os participantes chegam sem saber exatamente como será a dinâmica.
“Cada um apresenta uma ideia, que pode ser um aplicativo, um site ou qualquer proposta inovadora para resolver um problema. As ideias são votadas e as dez mais bem colocadas se transformam em equipes, que passam por etapas de definição e validação do problema, desenvolvimento de um protótipo e preparação do pitch para apresentar à banca avaliadora”, explicou.
Ele acrescenta que este ano há parceria com o Sebrae para que projetos promissores avancem ao mercado.
Ideias “fora da caixa”
Entre as propostas, o grupo do estudante Raul Oliveira Garcia, do Cimol, criou um sistema de segurança para zeladorias de condomínios.
“Detectamos uma falha no sistema de zeladoria de uma escola em Gramado. O serviço é terceirizado e o porteiro é trocado toda semana, o que impede que ele crie vínculo com as crianças ou conheça os responsáveis por elas. Isso pode resultar em liberar uma criança para a pessoa errada. Já houve casos de pais com restrição judicial tentarem buscar os filhos e, por falta de informação, o porteiro liberar. A ideia é criar QR Codes, cada um vinculado a uma criança. Ao consultar o código, o porteiro ou professor teria acesso rápido a quem está autorizado ou não a buscá-la, com foto e nome do responsável”, explica.
Outra ideia foi apresentada pelo grupo de André Gabriel Schuh, também do Cimol. “Estamos desenvolvendo uma automação para atendimento de micro e pequenos lojistas, utilizando inteligência artificial. O objetivo é melhorar a experiência de atendimento, tanto presencial quanto online, trazendo ganhos em vendas, lucro e eficiência para o comércio”.

Já o grupo de Bruno Silva, do Cimol, propôs uma plataforma para aproximar artistas independentes de estabelecimentos. “Pensamos em criar um espaço que conecte artistas independentes a estabelecimentos. Assim, eles podem se comunicar e agendar eventos diretamente pelo site, facilitando para que os artistas encontrem oportunidades e os locais encontrem bons profissionais”.
O Hackatime integra atividades práticas, mentorias e minicursos, culminando na apresentação dos projetos a uma banca formada por quatro avaliadores. As três melhores propostas são premiadas, e algumas podem receber apoio para avançar no mercado por meio de programas do Sebrae.


