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Azzas 2154 fecha fábrica em Parobé e demite 135 funcionários

Empresa informa que o fechamento da unidade faz parte de uma revisão estratégica. Sindicato dos Sapateiros ressalta preocupação com o impacto das demissões e critica "falta de diálogo"
(Imagem: Captura de tela/Google Maps)

A Azzas 2154 Shoes & Bags anunciou nesta quarta-feira (1º) o fechamento de sua unidade industrial em Parobé, resultando na demissão de 135 funcionários. O presidente do Sindicato dos Sapateiros de Parobé, João Pires, confirmou que o aviso prévio indenizado será pago até 9 de outubro, com salários e FGTS em dia.

A decisão faz parte de uma “revisão estratégica” da empresa, segundo comunicado oficial, com foco em eficiência operacional e sustentabilidade financeira. A produção será mantida em outras instalações próprias e em parceria com fornecedores externos.

No fim de 2024, a Azzas 2154 já havia descontinuado quatro marcas do seu portfólio como estratégia para otimizar recursos. Em março de 2025, interrompeu outra linha de produção no Rio Grande do Sul.

“Faltou diálogo”, diz sindicato

Segundo Pires, as demissões e o fechamento da unidade pegaram de surpresa e “causaram decepção”.

“Quando essa empresa assumiu o lugar de uma terceirizada da Arezzo, fez algumas promessas. Incentivamos muitas pessoas a trabalhar na Arezzo pelas vantagens oferecidas, mas houve grande rotatividade e a empresa nunca atingiu o número previsto de trabalhadores. É uma empresa nova, que ainda não se consolidou na região”.

Para o presidente, o que preocupa é que, neste momento, são 135 empregos a menos na cidade.

“É um período em que existe preocupação com o chamado tarifaço do presidente Trump e também com momentos oportunos para empresas fazerem enxugamentos. Não estou dizendo que seja o caso da Arezzo, mas nós estamos vacinados por essas situações”.

Ele também criticou a falta de diálogo prévio.

“A empresa não manteve conversa com lideranças municipais ou com o sindicato antes de iniciar as demissões. Fomos comunicados apenas no dia em que estavam demitindo. Isso é muito desagradável para os trabalhadores, especialmente neste fim de ano, quando as vagas são mais escassas. Apesar disso, já existem duas empresas interessadas em conversar com esses trabalhadores, a Vulcabras e a Usaflex, e esperamos que ao menos parte deles consiga se reempregar rapidamente”.