
O deputado estadual Joel Wilhelm (PP) afirmou, em entrevista ao programa Painel, da Rádio Taquara, nesta segunda-feira (18/11), que é “totalmente contrário” ao modelo de pedagiamento proposto pelo governo do Estado no Bloco 1. Segundo ele, a iniciativa ampliaria de cinco para 23 os pontos de cobrança na região que engloba o Vale do Paranhana, Vale dos Sinos e Hortênsias, elevando significativamente o custo de deslocamento diário de trabalhadores, estudantes e moradores.
Wilhelm destacou que as rodovias da região têm características urbanas e são utilizadas diariamente para deslocamentos curtos, o que, segundo ele, torna o impacto econômico ainda maior. O parlamentar citou como exemplo o trajeto entre Riozinho e Novo Hamburgo, que passaria de R$ 6,50 para cerca de R$ 30 por dia, conforme os cálculos apresentados durante a entrevista.
O deputado também questionou o valor estimado da tarifa — R$ 0,21 por quilômetro — mesmo após o anúncio de R$ 1,5 bilhão em investimentos oriundos do Funrigs. Wilhelm defendeu que os recursos previstos pelo fundo sejam aplicados integralmente nas obras necessárias na região antes de qualquer discussão sobre concessões adicionais.
Entre as obras elencadas como prioritárias, Wilhelm citou a duplicação de trechos da ERS-115 e ERS-239, implantação de viadutos e passarelas, além de melhorias na ERS-020 e a conclusão do traçado Cachoeirinha–Sapiranga–Campo Bom. De acordo com cálculos apresentados por ele, todas essas intervenções poderiam ser realizadas dentro do montante de R$ 1,5 bilhão.
O parlamentar afirmou que a proposta cria distorções, especialmente pela ausência de pedágios na região metropolitana previstos para a ERS-118, o que, segundo ele, faz com que municípios do Paranhana e dos Sinos arquem com custos desproporcionais. Wilhelm antecipou que levará esse posicionamento às audiências públicas que ocorrem nesta e na próxima semana em Gramado, Taquara, Gravataí e Novo Hamburgo, e que uma mobilização regional está sendo organizada para a quinta-feira, em Taquara.
“É injusto com a nossa região”, afirmou o deputado, reforçando que a união de prefeitos, vereadores, entidades empresariais e sindicatos demonstra que a rejeição ao modelo proposto não é de caráter partidário. Ele defendeu que o governo revise o projeto após ouvir a comunidade.


