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Assembleia Legislativa autoriza criação da CPI dos Pedágios para investigar concessões rodoviárias

Comissão terá 120 dias para apurar supostas irregularidades em contratos de concessão de rodovias estaduais
Lauro Alves / Divulgação

Foi autorizada pela Assembleia Legislativa, na última sexta-feira (5), a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará os processos de concessão dos blocos 1, 2 e 3 de rodovias estaduais. A proposta foi apresentada pelo deputado Paparico Bacchi (PL) e contou com o apoio de 20 parlamentares, superando o mínimo necessário de 19 assinaturas.

O presidente da Assembleia, deputado Pepe Vargas (PT), confirmou a instalação da CPI, mesmo após tentativas de articulação contrária por parte do secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos. A indicação dos 12 membros deverá ocorrer até 12 de dezembro, com o início dos trabalhos previsto para a semana do dia 15. O Partido dos Trabalhadores deve indicar três integrantes, enquanto PP terá dois representantes. MDB, PL, PSDB, PDT, Republicanos, União Brasil e Novo terão uma vaga cada.

A comissão terá um prazo inicial de 120 dias para conduzir a investigação, com possibilidade de prorrogação por mais 60 dias. Os trabalhos incluem convocação de audiências, coleta de documentos e oitiva de testemunhas. A atuação da CPI não será interrompida durante o recesso parlamentar, entre 22 de dezembro e 31 de janeiro.

O deputado Paparico Bacchi, cotado para assumir a presidência da comissão, defendeu a CPI como um instrumento para assegurar “transparência, rigor técnico e proteção do interesse público”. Segundo ele, há indícios de falhas nos modelos de concessão que poderiam resultar em prejuízos à população e à economia estadual.

O requerimento da CPI recebeu apoio de deputados de partidos da base e da oposição, incluindo PT, PSOL, PCdoB, Novo, Republicanos, Podemos e PP. Entre os signatários está o deputado Joel Wilhelm (PP), deputado estadual representante do Vale do Paranhana e ex-prefeito de Igrejinha.

A proposta de concessão tem sido alvo de críticas de prefeitos e parlamentares, especialmente nas regiões Metropolitana, Norte, vales do Taquari, Sinos e Paranhana, Serra e Litoral Norte. As principais contestações referem-se a aspectos técnicos, jurídicos e financeiros dos contratos.

Em nota à imprensa, o secretário Artur Lemos criticou a instalação da CPI, afirmando que não há fato determinado que justifique a investigação e que a medida pode gerar instabilidade política em um momento em que o Estado deveria priorizar o equilíbrio fiscal.

Veja quem assinou o requerimento

  1. Paparico Bacchi (PL)
  2. Capitão Martim (Republicanos)
  3. Kelly Moraes (PL)
  4. Claudio Branchieri (Podemos)
  5. Rodrigo Lorenzoni (PP)
  6. Miguel Rossetto (PT)
  7. Stela Farias (PT)
  8. Halley Lino (PT)
  9. Valdeci Oliveira (PT)
  10. Laura Sito (PT)
  11. Adão Pretto Filho (PT)
  12. Sofia Cavedon (PT)
  13. Bruna Rodrigues (PCdoB)
  14. Zé Nunes (PT)
  15. Jeferson Fernandes (PT)
  16. Luciana Genro (PSOL)
  17. Matheus Gomes (PSOL)
  18. Felipe Camozzato (Novo)
  19. Gustavo Victorino (Republicanos)
  20. Joel Wilhelm (PP)