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Moradores relembram incêndio que consumiu residência em Igrejinha e pedem ajuda

Três irmãos salvaram somente a roupa do corpo após um suposto curto-circuito na casa de aluguel em que moravam

Após uma tragédia que consumiu a residência de madeira em que moravam, três irmãos pedem ajuda para recomeçar a vida juntos. Na última quarta-feira (03), um incêndio destruiu uma casa na Rua Oscar Schaeffer, nº 505, no bairro Viaduto. As chamas chegaram a metros de altura e quase atingiram outras residências próximas.

Segundo Graciano Ronnau, comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários de Igrejinha, que atendeu a ocorrência, foram empregados três caminhões de combate, dez bombeiros e mais de 11 mil litros de água para controlar as chamas. Ninguém ficou ferido.

Uma moradora conversou com a reportagem da Rádio Taquara na segunda-feira (08), relatando o momento de tensão. Iriverte Hubner, de 75 anos, mora na casa ao lado e disse que seu maior receio era a explosão do botijão de gás. “Estava com muito medo. Corri para a rua“, relata.

Iriverte mora na casa ao lado e presenciou o início das chamas – Créditos: Guilherme Kaiser / Rádio Taquara

De acordo com ela, o trabalho dos bombeiros impediu que as chamas atingissem as áreas vizinhas. “Eles conseguiram proteger nossa casa“, conta. Molhar as paredes e telhados das outras residências foi essencial para evitar uma tragédia maior.

No local em que tudo começou, restaram as cinzas. Objetos pessoais, livros, panelas e o botijão podem ser vistos nos escombros. A cena contrasta com o verde dos morros do bairro Viaduto.

Moravam na casa Kevin Luan Ficner, de 17 anos, Lucas Daniel Ficner, de 25, e Alesson Guilherme Ficner, de 27. Segundo eles, o incêndio iniciou no quarto do irmão mais novo, provavelmente devido a um curto-circuito em uma tomada. Eles até tentaram controlar as chamas com panos úmidos, mas o fogo logo se espalhou.

Chamas puderam ser vistas do bairro Centro, em Igrejinha – Reprodução

A Rádio Taquara conseguiu contatar Lucas por telefone. Os irmãos e ele estão morando, temporariamente, na casa da avó. De acordo com o jovem, tudo foi perdido, a não ser as roupas do corpo e um celular, utilizado para contatar os bombeiros.

Lucas disse na conversa com a reportagem que a situação é “difícil” e que procuram uma “nova casa para alugar“. Apesar de algumas doações recebidas, a maior problemática ainda é ter um lugar para voltar a chamar de lar.

A única forma de contato com a família é pelo aparelho celular que o fogo não consumiu: 51 9 80572919. A comunidade pode contribuir financeiramente por meio de uma chave pix CPF 050.083.630 – 26, em nome de Lucas Daniel Ficner.