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Um mês após a adoção do turno único nas unidades básicas de saúde de Taquara, encerrando os atendimentos às 14 horas, a Secretaria Municipal de Saúde e o Conselho Municipal de Saúde apresentaram, nesta terça-feira (16/12), um balanço preliminar apontando que a medida não gerou sobrecarga no Hospital Bom Jesus, como chegou a ser temido. A revelação dos dados aconteceu em entrevista ao programa Painel, da Rádio Taquara, por parte da secretária municipal de Saúde, Loreni Spirlandelli, e o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Levi Lima.
De acordo com Loreni, os dados fornecidos pelo hospital mostraram uma queda no número de atendimentos. “Em outubro, antes da mudança, foram 1.996 atendimentos clínicos e 247 pediátricos. Em novembro, com o turno reduzido, o número caiu para 1.770 clínicos e 230 pediátricos. Ou seja, tivemos uma redução significativa”, afirmou.
Segundo ela, os números indicam que a população reorganizou sua rotina de busca por atendimento, concentrando-se no horário disponível e fazendo uso do Complexo de Saúde Municipal como retaguarda. Ainda conforme a secretária, o Complexo, que funciona até a meia-noite, também não registrou aumento de procura que justificasse a ampliação de equipe.
O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Levi Lima, reforçou que a expectativa de impacto negativo, inclusive manifestada anteriormente pela direção do hospital, não se confirmou. “Recebemos o relatório do Hospital Bom Jesus referente ao mês de novembro e verificamos que não houve sobrecarga, pelo contrário. As pessoas passaram a buscar atendimento de forma mais organizada”, comentou.
Questionada sobre o diálogo com o hospital em relação à mudança, Loreni destacou que o contrato firmado entre o município e a instituição prevê uma margem de até 3 mil atendimentos mensais, número bem acima da média atual. “As decisões da gestão municipal são baseadas em planejamento e há margem contratual para absorver aumento, caso ocorra. Não houve necessidade de comunicação prévia obrigatória com o hospital”, explicou.
Durante a entrevista, a secretária também detalhou que o município repassa mensalmente R$ 539 mil ao Hospital Bom Jesus para custear o serviço de pronto atendimento, destinado a casos de baixa e média complexidade. O contrato firmado entre as partes estabelece um limite mensal de até três mil atendimentos, patamar que não tem sido alcançado. Casos de maior gravidade são cobertos por repasses estaduais e federais através da chamada “porta aberta”, conforme explicou a gestora.
Para o final do ano, o planejamento segue com atendimentos centralizados no Complexo de Saúde entre os dias 24 de dezembro e 4 de janeiro. As unidades básicas retomam os atendimentos no dia 5 de janeiro. Nesse período, duas equipes da atenção básica reforçarão o atendimento no Complexo. O transporte para pacientes funcionará em regime de plantão por telefone e WhatsApp.


