
Todas as cidades do Vale do Paranhana aderiram ao movimento grevista dos Correios. A informação foi passada à Rádio Taquara pela dirigente sindical Amanda Antunes, na sexta-feira (19). De acordo com ela, as unidades seguem funcionado, mas com um número menor de trabalhadores. A greve, segundo os representantes da classe, tenta barrar a redução de salários e benefícios.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) tem mediado o conflito entre os trabalhadores e os Correios. Na quinta-feira (18), foi publicada uma liminar que determina a manutenção mínima de 80% do quadro de profissionais. Representantes sindicais afirmam cumprir a ordem da Justiça.
O secretário – geral do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos do Rio Grande do Sul (Sintect RS), Alexandre Dos Santos Nunes, falou sobre as reivindicações dos trabalhadores. De acordo com ele, a empresa diz “estar em crise” e quer reduzir os valores pagos aos trabalhadores. A greve é pela manutenção dos subsídios já existentes.
Conforme dados repassados pelo Sintect RS, cerca de 76% dos trabalhadores que atuam na distribuição no Estado pararam. A área de atendimento é a menos afetada, apenas com a redução de horários nas agências.
À Rádio Taquara, os Correios afirmaram que nenhum serviço foi interrompido e que “as agências permanecem abertas para atendimento ao público, e as entregas estão sendo realizadas em todo o país“. Ainda conforme a empresa, foram adotadas “medidas contingenciais que garantem a continuidade dos serviços essenciais à população“.
Até o momento, nove estados da federação aderiram à greve. Outras regiões devem decidir, nesta terça-feira (23), se irão aderir ao movimento. Segundo o Sintect RS, manifestações públicas ocorrem no início desta semana, em Porto Alegre.
COMUNICADO DOS CORREIOS À IMPRENSA:
As agências permanecem abertas para atendimento ao público, e as entregas estão sendo realizadas em todo o país. Nesta quinta-feira (19), 90% do efetivo dos Correios está trabalhando.
Dos 36 sindicatos que representam os trabalhadores da estatal, 24 não aderiram à paralisação iniciada na quarta-feira (17). O movimento segue concentrado em parte do efetivo vinculado às bases sindicais no Ceará, Paraíba, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, além de algumas regiões de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Os Correios aguardam a deliberação das entidades representativas dos empregados sobre a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025/2026 apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) na quarta-feira (17), após as audiências de mediação.
Para mitigar eventuais impactos operacionais, a empresa adotou medidas contingenciais que garantem a continuidade dos serviços essenciais à população. O Tribunal também publicou, nesta quinta-feira (18), liminar que determina a manutenção mínima de 80% dos trabalhadores em atividade nas unidades dos Correios abrangidas pela paralisação.
A estatal segue à disposição dos clientes pelos canais de atendimento: 4003-8210 (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800-881-8210 (demais localidades).


