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Gasolina e diesel ficam mais caros com reajuste do ICMS a partir de 1º de janeiro

Medida aprovada pelo Confaz eleva imposto sobre combustíveis e pressiona preços nos postos em todo o Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Motoristas de todo o país começam 2026 enfrentando aumento nos preços dos combustíveis. A partir desta quinta-feira (1º), entram em vigor os novos valores do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), conforme decisão do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). A medida atinge todos os estados brasileiros e eleva o imposto fixo cobrado por litro de gasolina e diesel.

No caso da gasolina, a alíquota do ICMS passa de R$ 1,22 para R$ 1,47 por litro — um aumento de R$ 0,25. Para o diesel, o valor sobe de R$ 0,94 para R$ 1,12 por litro, o que representa uma alta de R$ 0,18. Como o imposto é fixado em valor nominal por litro desde 2023, o reajuste tem impacto direto no preço final ao consumidor.

Segundo estimativas do mercado, o preço da gasolina nos postos pode subir entre R$ 0,20 e R$ 0,30 por litro, enquanto o diesel pode registrar alta de R$ 0,15 a R$ 0,20 por litro, dependendo da política de repasse adotada por distribuidoras e revendedores.

O Confaz justificou o reajuste com base na média de preços dos combustíveis no país, dentro do modelo atual de cobrança que prevê revisões periódicas. De acordo com o órgão, o objetivo é garantir previsibilidade na arrecadação dos estados e evitar distorções causadas por flutuações bruscas no mercado.

No entanto, o aumento no diesel preocupa o setor de transporte rodoviário, já que o combustível impacta diretamente o custo do frete. Especialistas alertam para possíveis efeitos em cadeia sobre os preços de alimentos, produtos industrializados e serviços.

Além da elevação do ICMS, o valor dos combustíveis seguirá sujeito a outros fatores em 2026, como a política de preços da Petrobras, o câmbio e a cotação internacional do petróleo, o que pode ampliar ou amenizar o impacto do reajuste tributário.