
Do acidente de trânsito a uma parada cardiorrespiratória – momentos que pedem atendimento rápido e especializado. Nesse minuto crítico, surge a dúvida: discar 193 (Corpo de Bombeiros) ou 192 (SAMU)? Ambas as equipes possuem profissionais qualificados para o atendimento, mas existem diferenças na atuação das unidades.
O Serviço Móvel de Urgência (SAMU) atende Taquara, Parobé, Nova Hartz e Araricá e realiza o transporte de pacientes intra-hospitalares desses municípios e Sapiranga. Igrejinha, por exemplo, não possui atendimento do SAMU, apenas do Corpo de Bombeiros Voluntários (CBVI) pelo 193. Esse é um ponto importante de ser observado durante o acionamento.
Segundo Cíntia Kerschner, enfermeira e coordenadora do serviço, o SAMU é referência para casos de maior complexidade, visto que há sempre um médico integrando a equipe. “Somos referenciados pela central de regulação que nos orienta condutas, tendo respaldo médico para todo e qualquer atendimento”, acrescenta.
Se por um lado o SAMU realiza atendimentos de alta demanda médica, o Corpo de Bombeiros Militar ou Voluntário exerce papel crucial à logística de todo o resgate. Quando se trata de atendimento envolvendo incêndio, água (rios, lagoas e mares), altura, difícil acesso, mata ou sinistro de trânsito com vítima presa às ferragens, a preferência é pelo bombeiro.
O profissional está apto tanto a regatar a vítima em uma situação complexa de mobilidade quanto a prestar os primeiros socorros até o atendimento médico. Há situações em que bombeiros e SAMU precisam agir juntos devido à complexidade médica e logística.
Exemplo disso são acidentes de trânsito. Muitas vezes, a vítima, em estado grave, está presa às ferragens. Os bombeiros possuem o equipamento necessário para fazer o desencarceramento, mas o SAMU possui a estrutura para o atendimento especializado com a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Móvel. “Ambos precisam um do outro. Trabalhamos em equipe”, exemplifica Cíntia.
EXEMPLOS DE ATUAÇÃO DE CADA EQUIPE:
Corpo de Bombeiros: SAMU:
Acidente Veicular Acidente veicular
Resgate aquático Parada cardiorrespiratória
Deslizamentos Crise Psiquiátrica
Salvamento em altura Trabalho de parto
Cortes de árvores Ferimento por arma branca ou de fogo
Vazamento de gases inflamáveis Atropelamento
Resgate de animais Agressão
Enchentes e alagamentos Pessoas inconscientes
A enfermeira, com 20 anos de atuação no SAMU de Taquara, ressalta que o trabalho desempenhado pelas equipes é conjunto e sinérgico. Em casos com múltiplas vítimas ou de grande complexidade, ambas trabalham na linha de frente. “A gente atua em parceria e com uma boa comunicação de trabalho. Isso acaba sendo muito benéfico para a comunidade em si”, conclui.


