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Projeto de usina fotovoltaica de Parobé enfrenta entraves técnicos com concessionária

Prefeitura aguarda liberação da RGE para viabilizar instalação e busca alternativas em escolas municipais
Foto ilustrativa Freepik.

A implantação de uma usina fotovoltaica em Parobé, prevista no plano de governo e com recursos já reservados, ainda depende de autorização da concessionária Rio Grande Energia (RGE) para sair do papel. Conforme detalhado pelo prefeito Gilberto Gomes em entrevista à Rádio Taquara, o projeto enfrenta dificuldades técnicas impostas pela empresa de energia, que limita a produção a 75 kVA por unidade em um mesmo terreno.

A área para a instalação já foi adquirida pelo município às margens da ERS-239, e o projeto está pronto. No entanto, para atender à demanda energética dos prédios públicos, seria necessário triplicar a capacidade permitida, o que exigiria a construção de uma subestação elétrica — medida considerada financeiramente inviável pela prefeitura.

“A RGE libera a instalação, mas impõe limitações que inviabilizam o projeto como foi concebido. A empresa é privada e não quer perder mercado. Isso dificulta”, afirmou o prefeito. Diante do impasse, a alternativa estudada pelo município é instalar placas solares diretamente em escolas e prédios públicos que estão sendo reformados, como forma de reduzir o consumo geral e, consequentemente, a carga que precisaria ser gerada pela usina central.

Mesmo com os obstáculos, o prefeito reforçou que a iniciativa será levada adiante. “Temos R$ 5 milhões reservados para o projeto. Vamos vencer a burocracia e colocar a energia solar em prática em Parobé”, concluiu.