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Alunos da Faccat desenvolvem projetos de adaptação literária com foco em acessibilidade

Acadêmicos da disciplina de Libras e Braille adaptaram obras infantis para pessoas com cegueira ou baixa visão e doaram os materiais a uma associação de Campo Bom, ampliando o acesso à literatura e à cultura
(Foto: Faccat/Divulgação)

Acadêmicos das Faculdades Integradas de Taquara (Faccat) realizaram, no segundo semestre de 2025, atividades voltadas à adaptação de obras literárias para pessoas com cegueira ou baixa visão. A iniciativa integrou a disciplina “Libras e Braille”, ministrada pela professora Cibele Fernandes da Costa.

Após estudarem conteúdos relacionados à acessibilidade, audiodescrição e sistema Braille, os estudantes foram desafiados a adaptar livros de literatura infantil ou histórias clássicas, com liberdade para escolher os recursos e o formato, físico ou digital, desde que a obra se tornasse acessível ao público-alvo.

Segundo a docente, durante a apresentação dos trabalhos em sala de aula, os acadêmicos participaram de uma dinâmica na qual manusearam as produções dos colegas sem utilizar a visão, como forma de compreender a experiência de pessoas com deficiência visual. A proposta, conforme explicou, buscou aplicar o conhecimento acadêmico a situações reais, evidenciando como adaptações simples podem ampliar o acesso à cultura.

Entre os projetos desenvolvidos, houve a produção de audiodescrição com diferenciação de vozes para personagens, utilização de texturas diversas, como tecidos e E.V.A., para proporcionar leitura tátil, além da transcrição de histórias em quadrinhos para o sistema Braille. Uma das adaptações foi compartilhada com uma criança com baixa visão, colega de escola do filho de uma das acadêmicas.

As obras produzidas foram doadas à Associação Coletivo Movimento Acessível, de Campo Bom, em dezembro de 2025. De acordo com a professora Fernanda Cristina Falkoski, representante da entidade, o recebimento dos materiais amplia as possibilidades de acesso à literatura para pessoas com deficiência e seus familiares, contribuindo para a promoção da inclusão cultural.

A acadêmica de Pedagogia Janaina Taborda Souza destacou que a experiência proporcionou reflexão sobre o papel social da educação e o impacto de iniciativas voltadas à acessibilidade.