
A Justiça determinou o afastamento de um médico de todas as funções públicas que exercia no município de Parobé, após denúncias de assédio e violência sexual. A decisão foi assinada pelo juiz Thomas Vinícius Schons, da 2ª Vara Judicial da comarca.
Conforme a decisão judicial, além do afastamento do cargo público, o profissional também foi proibido de frequentar unidades de saúde e de se aproximar da vítima, de familiares e de testemunhas ligadas ao caso. O magistrado determinou ainda que o investigado mantenha distância mínima de 200 metros dessas pessoas e não faça contato, inclusive por redes sociais. O descumprimento das medidas pode resultar em prisão preventiva.
Posicionamento da Prefeitura
Em nota oficial, a Prefeitura de Parobé informou que cumpriu imediatamente a decisão judicial após ser oficialmente comunicada e que iniciou um processo administrativo para apurar possíveis irregularidades.
Segundo o comunicado, o prefeito Gilberto Gomes determinou a instauração de Processo Administrativo de Sindicância para investigar eventuais condutas indevidas dentro das unidades de saúde municipais.
A administração municipal afirmou ainda que repudia qualquer forma de violência ou assédio e que está colaborando com as autoridades para o esclarecimento dos fatos.
“O prefeito de Parobé Gilberto Gomes, no exercício de suas atribuições legais e em conformidade com as disposições pertinentes da legislação vigente, vem a público comunicar que, tão logo fora oficialmente informado, foram cumpridas todas as determinações judiciais, bem como instaurado Processo Administrativo de Sindicância para apuração de toda e qualquer conduta indevida dentro das unidades de saúde municipais”, diz a nota.
O comunicado acrescenta que a Prefeitura reafirma o compromisso com a ética, a legalidade e a responsabilidade na gestão pública, garantindo que todas as providências cabíveis estão sendo adotadas e que o município permanece colaborando integralmente com as autoridades responsáveis pela investigação.


