
A direção do Hospital Bom Jesus, em Taquara, confirmou o ajuste no cronograma das obras de ampliação da instituição e apresentou detalhes sobre o funcionamento da nova estrutura, além de abordar outros temas relacionados ao atendimento e à gestão hospitalar. As informações foram divulgadas em entrevista ao programa Painel, da Rádio Taquara, nesta terça-feira (17), com o presidente da Associação Hospitalar Vila Nova, Dirceu Dal Molin, e a diretora do hospital, Marisete Dal Molin.
Inicialmente prevista para o fim de março, a inauguração parcial da nova ala não será mais realizada neste período. Segundo a direção, a mudança ocorre em função da agenda de autoridades estaduais e da necessidade de conclusão de etapas da obra. A estimativa atual é de cerca de três meses para a finalização completa do projeto. Uma visita técnica de representantes do Estado está prevista para a tarde desta terça-feira, com possibilidade de novos encaminhamentos.
Com a conclusão da obra, o hospital passará por uma reorganização no fluxo de atendimentos. A proposta é concentrar na nova estrutura toda a demanda espontânea, especialmente os casos de urgência e emergência. Já os atendimentos eletivos, como consultas agendadas, exames e serviços ambulatoriais, devem permanecer no prédio antigo. O modelo definitivo ainda será definido pela equipe técnica, considerando a operação prática dos serviços.
A nova área contará com uma recepção central, substituindo o atual modelo com mais de um ponto de entrada. A direção informou que o objetivo é melhorar a organização interna e o acolhimento dos pacientes, reduzindo a sobrecarga em espaços considerados limitados na estrutura atual.
Outro ponto abordado foi a ampliação da capacidade de internação, com a criação de novos leitos que poderão ser destinados conforme a demanda entre atendimentos clínicos e cirúrgicos. A definição sobre o uso do terceiro pavimento segue em estudo, podendo contemplar novos leitos ou a implantação de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), dependendo de recursos e planejamento.
A direção também destacou que a expansão exigirá reforço no quadro de profissionais. O processo de contratação deve ocorrer nos próximos meses, acompanhando a conclusão das obras e a ativação dos novos serviços.
Durante a entrevista, os gestores comentaram ainda sobre o impacto recente da redução de horários nas unidades básicas de saúde do município. Conforme Marisete, houve aumento na procura por atendimentos no hospital, especialmente de casos de menor gravidade, o que gerou preocupação devido à limitação de espaço na atual emergência. Apesar disso, a situação foi considerada controlada.
Também foi mencionada a possibilidade de transferência do Pronto Atendimento (PA) para junto da estrutura hospitalar. Segundo a direção, a proposta está em discussão, mas depende de planejamento detalhado e definição de custos antes de qualquer implementação.
Para os gestores, as mudanças previstas com a nova estrutura devem qualificar o atendimento e otimizar a organização dos serviços, ampliando a capacidade de resposta do hospital à demanda da comunidade e da região.


