
A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) atribuiu a alteração no gosto e odor da água em Rolante a um descarte irregular de resíduos de piscicultura no manancial utilizado para captação. A informação foi apresentada pela gerente de relações institucionais da empresa, Cíntia Kovaski, em entrevista à Rádio Taquara nesta segunda-feira (30).
Segundo a representante, os primeiros relatos de mudança nas características da água surgiram por volta de 13 de março. A partir disso, equipes técnicas iniciaram análises e identificaram que a alteração não era comum ao manancial. Após vistorias, foi constatado que um empreendimento estaria lançando resíduos de forma irregular no arroio utilizado para captação.
De acordo com Cíntia, coletas realizadas pela Corsan indicaram que a água apresenta boa qualidade antes do ponto de descarte, mas sofre alteração significativa após passar pela área impactada. O caso foi comunicado à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), à Patrulha Ambiental (Patram) e à Prefeitura de Rolante, que adotaram medidas de fiscalização. Ainda conforme a empresa, a Patram lavrou termo circunstanciado contra o empreendimento.
Apesar das alterações sensoriais, a Corsan afirma que a água distribuída à população permanece dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde. “Em nenhum momento foi distribuída água fora dos padrões de qualidade”, destacou a gerente, ressaltando que os laudos são públicos e podem ser acessados pela população.
A companhia também informou que não possui poder de fiscalização para interromper a atividade irregular, atribuição que cabe aos órgãos ambientais e ao poder público municipal. A solução definitiva, segundo a Corsan, depende da interrupção do descarte no manancial.
Durante a entrevista, Cíntia Kovaski comentou ainda sobre a ação anunciada pela Prefeitura de Rolante contra a companhia. Ela afirmou que foi surpreendida pela medida, mas garantiu que a empresa irá apresentar documentação e laudos técnicos para comprovar a qualidade da água distribuída.
Em relação a Taquara, a Corsan informou que houve impacto mais brando, associado também à estiagem e à proliferação de algas, mas que a situação já está normalizada, sem registros recentes de reclamações.
A empresa reforçou que segue monitorando o caso e colaborando com os órgãos competentes para resolver a origem do problema, considerada a principal causa dos transtornos relatados pela população.


