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Após denúncia, Prefeitura de Igrejinha diz que mancha em rio é resultado de limpeza pluvial, não contaminação

Denúncia aponta indícios de contaminação no Rio Paranhana, enquanto Executivo nega irregularidades e atribui imagens a procedimento de limpeza do sistema pluvial
Imagens de drone registraram mancha no Rio Paranhana (Foto: Eliton Freitag/Captura de tela)

O vereador Eliton Freitag (MDB) denunciou um suposto crime ambiental nas dependências da Secretaria de Obras de Igrejinha após vistoria realizada na última sexta-feira (27). A situação foi encaminhada à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM), à Polícia Ambiental e ao Ministério Público do Rio Grande do Sul, com pedido de apuração técnica e coleta de amostras.

Segundo o parlamentar, a inspeção foi realizada com autorização do secretário da pasta e de um servidor, permitindo acesso à área de escoamento de água. Durante a vistoria, teriam sido observados resíduos com aspecto oleoso, coloração escura e odor característico de óleo e graxa. Imagens registradas por drone também indicariam a presença de uma mancha com características compatíveis com gordura no Rio Paranhana, nas proximidades do local, levantando suspeita de possível contaminação hídrica.

Eliton afirma que, embora exista um sistema de contenção por caixa separadora de resíduos, há indícios de que o equipamento possa não estar operando de forma adequada.

“Nossa iniciativa tem como objetivo garantir a correta apuração dos fatos e a preservação ambiental, ressaltando a importância de análise técnica por parte dos órgãos responsáveis”, declarou.

Prefeitura rechaça

Em contraponto, a Prefeitura de Igrejinha afirma que não há irregularidade ambiental no local e que a rampa de lavagem de veículos é equipada com caixas separadoras, evitando o descarte inadequado de resíduos. De acordo com nota emitida pelo Executivo, são utilizados produtos biodegradáveis no processo de limpeza, enquanto resíduos de troca de óleo são recolhidos e destinados a empresa especializada e licenciada, seguindo normas equivalentes às exigidas para empreendimentos privados.

Ainda conforme a Prefeitura, o secretário de Obras apresentou pessoalmente ao vereador todos os procedimentos adotados e franqueou acesso às instalações durante a vistoria. A administração sustenta que as imagens divulgadas foram interpretadas de forma equivocada e que o material registrado corresponde, na verdade, a um procedimento pontual de hidrojateamento para desobstrução do sistema pluvial, intensificado no período pós-enchentes. Segundo o Executivo, o acúmulo observado seria composto por sedimentos como terra, lodo e matéria orgânica, e não por resíduos contaminantes.

A Prefeitura também informou que, devido ao aumento da frota de veículos da Secretaria de Obras, Trânsito e Agricultura, já estão em andamento medidas para ampliação da capacidade das caixas separadoras de água e óleo. O Executivo lamentou o que classificou como “busca por engajamento” na divulgação do caso e reafirmou o compromisso com a prestação de serviços públicos e com o cumprimento das normas ambientais.