
A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) se manifestou, na tarde de terça-feira (7), sobre as reclamações relacionadas à qualidade da água em Taquara. Em vídeo, a gerente de relações institucionais da empresa, Cíntia Kovaski, afirmou que a água distribuída no município atende aos critérios de potabilidade exigidos pelo Ministério da Saúde.
De acordo com a representante da Corsan, as alterações de gosto e odor percebidas por moradores nos últimos dias foram causadas por uma mudança no manancial de captação, em função da estiagem, da baixa do nível do rio e das altas temperaturas. Segundo ela, o fenômeno conhecido como “floração”, que é a proliferação de algas, pode provocar essas características na água, mesmo após o tratamento.
Cíntia destacou que a situação já está controlada e que coletas realizadas em diferentes pontos da cidade, com acompanhamento da Defesa Civil e da Vigilância Sanitária, não identificaram mais alterações nas amostras analisadas.
Em relação à coloração observada por moradores entre sexta-feira (3) e sábado (4), a Corsan informou que o problema foi causado pelo rompimento de adutoras, o que exigiu interrupções no abastecimento para manutenção. Conforme a gerente, durante o processo de retomada, pode ocorrer o chamado “arraste de material”, que inclui resíduos presentes na tubulação ou introduzidos durante o conserto.
A empresa também explicou que realiza procedimentos de expurgo — descarte de água em hidrantes — após intervenções na rede, mas reconheceu que, em alguns casos, o processo não foi suficiente para evitar que a água com coloração chegasse a residências.
Apesar dos episódios, a Corsan reiterou que a água distribuída não oferece riscos à saúde, pois passa por tratamento e segue os padrões de qualidade. A companhia afirmou ainda que os laudos de potabilidade já foram apresentados ao poder público e a órgãos competentes.


