
A Prefeitura de Taquara notificou a Corsan, na segunda-feira (6), e estabeleceu prazo de 72 horas para a normalização do abastecimento de água no município, após uma série de reclamações sobre coloração, odor e gosto do produto. O tema foi detalhado em entrevista ao programa Painel, da Rádio Taquara, com o secretário de Meio Ambiente, Luciano Campana, e o coordenador da Defesa Civil, Alessandro Santos .
De acordo com Campana, o volume de manifestações aumentou significativamente no último fim de semana, quando os registros passaram de poucos casos formais para mais de 400 ocorrências. Ele destacou que, até então, a maior parte das queixas estava concentrada em redes sociais, sem formalização nos canais oficiais, o que dificultou a atuação inicial do poder público.
A administração municipal afirma que, a partir da identificação do problema, foram adotadas medidas como a notificação da Corsan, acionamento da Agência Reguladora (AGESAN), coleta de amostras de água e vistorias em diferentes bairros. Segundo a Defesa Civil, equipes percorreram residências para verificar coloração, odor e realizar coletas para análise laboratorial.
Ainda conforme os representantes, a Corsan atribuiu os problemas a dois fatores principais: alterações na qualidade da água bruta do Rio dos Sinos, exigindo maior uso de produtos químicos no tratamento, e intervenções em adutoras, que podem ter provocado a entrada de sedimentos na rede.
Santos explicou que ações de “expurgo” da rede — com abertura de hidrantes para retirada de resíduos — já estão em andamento, como forma de reduzir possíveis materiais acumulados na tubulação. Apesar disso, ele reconheceu que ainda há pontos com queixas de odor e sabor.
A Prefeitura também informou que abriu procedimento administrativo no Procon e avalia medidas judiciais caso a situação não seja regularizada dentro do prazo estipulado. “Se não houver solução, o município deverá ingressar com ação, assim como ocorreu em outras cidades”, afirmou Campana.
Em relação à potabilidade, a Vigilância Sanitária destacou que análises realizadas anteriormente não indicaram água imprópria para consumo, embora possam ocorrer alterações sensoriais. Ainda assim, a administração reforça que o objetivo é restabelecer o fornecimento com qualidade plena.
Durante a entrevista, os gestores também alertaram para a circulação de informações falsas, como a de um suposto animal morto nos reservatórios, classificada como inverídica após verificação.
A Prefeitura orienta que moradores registrem reclamações pelos canais oficiais, especialmente pelo WhatsApp da ouvidoria, para que as equipes possam mapear os pontos afetados e cobrar providências da concessionária.


