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Polícia indicia homem por feminicídio de jovem em Parobé

Investigação concluiu que Gabriel de Freitas, de 32 anos, já planejava matar Ana Beatriz Fernandes da Rocha, de 20 anos, antes do ataque no bairro Guarani
(Foto: Rádio Taquara)

A Polícia Civil de Parobé concluiu, nesta segunda-feira (13), o inquérito sobre o assassinato de Ana Beatriz Fernandes da Rocha, de 20 anos, natural do estado da Bahia. O companheiro da vítima, Gabriel de Freitas, de 32 anos, foi oficialmente indiciado por feminicídio consumado. O caso, ocorrido na última semana, agora segue para o Ministério Público, que decidirá pelo oferecimento da denúncia à Justiça.

O crime ocorreu na manhã de terça-feira (7), no bairro Guarani. Ana Beatriz foi morta a facadas dentro de casa. O que inicialmente poderia ser tratado como um ataque de fúria momentâneo foi desmentido pelo próprio agressor em depoimento ao delegado Francisco Leitão.

Segundo as investigações, Gabriel confessou o crime e revelou uma frieza que impressionou as autoridades. “Ele já tinha o pensamento de cometer o crime”, afirmou o delegado Leitão em entrevista à Rádio Taquara. A confissão deixou claro que a ação foi premeditada e não um ato impulsivo.

A investigação apontou que a raiz da violência estava no comportamento possessivo de Gabriel. O casal manteve um relacionamento por cerca de dois anos, marcado por instabilidade. Recentemente, Ana Beatriz havia decidido encerrar a relação, decisão que o agressor se recusava a aceitar.

Embora o relacionamento fosse conturbado, a polícia confirmou que não havia medidas protetivas solicitadas pela jovem contra o companheiro. O caso de Ana Beatriz é o 27º feminicídio registrado no Rio Grande do Sul em 2026, reforçando um alerta das autoridades sobre a escalada da violência doméstica mesmo em casos sem registros policiais prévios.

Próximos passos

Com a remessa do Inquérito Policial (IP) ao Judiciário nesta segunda-feira, a fase de investigação da Polícia Civil está encerrada. Gabriel de Freitas permanece à disposição da justiça.

Se o Ministério Público acatar o indiciamento e oferecer a denúncia, o acusado passará a figurar como réu em processo judicial, podendo ir a júri popular. A pena para o crime de feminicídio, com a qualificadora de motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima, pode chegar a 30 anos de reclusão.