Educação Geral

Três Coroas lança projeto piloto para fortalecer a alfabetização na rede municipal

A iniciativa surge a partir da identificação de defasagens no processo de alfabetização
Atividades ocorrem em pequenos grupos, no turno inverso, uma vez por semana (Livia Abade/Prefeitura de Três Coroas)

A Prefeitura de Três Coroas, por meio da Secretaria Municipal de Educação e Desporto (Smed), deu início ao projeto Três Coroas + Alfabetização, voltado à recomposição das aprendizagens em leitura e escrita entre estudantes do 3º ao 9º ano do ensino fundamental.

A iniciativa surge a partir da identificação de defasagens no processo de alfabetização. Conforme a coordenadora pedagógica Lisandra Oliveira, o projeto foi estruturado com foco em resultados consistentes. “Percebemos uma grande defasagem na alfabetização e, a partir disso, construímos um projeto com metodologia e intencionalidade bem definidas, respeitando o processo correto de aprendizagem”, explica.

Lisandra destaca ainda que a proposta vai além do reforço escolar tradicional. “Também entendemos a importância do desenvolvimento corporal nesse processo, por isso incluímos estratégias voltadas à motricidade, lateralidade e equilíbrio”, completa.

A expectativa da Secretaria é que, a partir dos resultados do projeto piloto, a iniciativa seja ampliada para outras escolas da rede municipal, mantendo os mesmos critérios pedagógicos e a proposta metodológica.

Projeto piloto em duas escolas

Neste primeiro momento, a ação está sendo desenvolvida nas escolas municipais de ensino fundamental (EMEFs) Frederico Ritter e Marechal Cândido Rondon, com acompanhamento da professora de alfabetização Andrea Moser e do professor de educação física Kerlon Madalosso.

As atividades ocorrem em pequenos grupos, no turno inverso, uma vez por semana. O projeto está dividido em duas etapas, com avaliação diagnóstica ao final da primeira fase para medir avanços e promover a continuidade.

Olhar atento e novas oportunidades

Na EMEF Marechal Cândido Rondon, o projeto é visto como uma resposta concreta às necessidades da escola. Segundo a diretora Tatiane Silva, a iniciativa amplia as possibilidades de aprendizagem. “Nosso objetivo é garantir que nenhum aluno fique para trás. Mais do que ensinar conteúdos, queremos devolver a confiança e o prazer de aprender”, ressalta. Ela também reforça o impacto social da ação: “Mais do que alfabetizar, queremos transformar histórias, abrir caminhos e garantir um futuro com mais oportunidades para cada estudante”, conclui.

Na Frederico Ritter, a diretora Fabíola Wolff também destaca os avanços proporcionados pela proposta, especialmente entre os alunos mais velhos. “O olhar individualizado que estão recebendo proporciona, além da consolidação da aprendizagem, a melhora na autoestima e maior autonomia na construção do conhecimento”, afirma.