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Luciano Hang aborda geração de empregos, expansão da Havan, economia e política em coletiva na inauguração da megaloja de Taquara

Empresário falou sobre escolha de Taquara para receber a unidade, impacto econômico da operação, expansão no Rio Grande do Sul, mercado de trabalho, universidades federais e críticas a propostas em discussão no Congresso durante entrevista à imprensa
Foto: Vinicius Linden / Rádio Taquara

A inauguração da unidade da Havan em Taquara, realizada na manhã deste sábado (30), também foi marcada por uma entrevista coletiva concedida pelo empresário Luciano Hang. Durante a conversa com veículos de imprensa, momento acompanhado pela Rádio Taquara, o dono da varejista abordou temas ligados à expansão da empresa, geração de empregos, desenvolvimento regional, cenário econômico e político do país, além de opiniões sobre legislação trabalhista e educação.

Ao comentar a chegada da empresa ao município, Hang afirmou que Taquara foi escolhida pela posição estratégica e pelo potencial de influência regional. Segundo ele, a decisão considerou não apenas a população local, mas a proximidade com municípios vizinhos do Vale do Paranhana e o fluxo de pessoas em direção à Serra. O empresário também destacou a estrutura da nova loja, projetada para receber futuras salas de cinema e possuir desde já uma praça de alimentação, além da expectativa de atrair novos investimentos para o entorno do empreendimento.

Outro ponto central da coletiva foi a geração de empregos. Hang afirmou que o impacto da instalação da varejista começa ainda na fase de obras, envolvendo serviços de terraplanagem, construção e fornecedores. Segundo ele, a Havan deve encerrar o ano com cerca de 25 mil colaboradores no país e argumentou que a atividade da empresa movimenta uma cadeia indireta de empregos. O empresário também mencionou a contratação de trabalhadores de diferentes faixas etárias, incluindo idosos, defendendo oportunidades de reinserção no mercado de trabalho.

Durante a entrevista, Luciano Hang também comentou a dificuldade de contratação no país e afirmou haver escassez de mão de obra. Ao tratar do tema, fez críticas ao que classificou como excesso de assistencialismo e à legislação relacionada ao ingresso de jovens no mercado de trabalho. As declarações refletem posicionamentos do empresário sobre relações de trabalho e políticas públicas.

Questionado sobre os investimentos no Rio Grande do Sul, Hang afirmou que o Estado inicialmente apresentou problemas de atrasos em processos de licenciamento, dificultando investimentos. Segundo ele, a situação mudou após contato com o então governador José Ivo Sartori, período em que a empresa ampliou investimentos, incluindo a abertura de lojas e um complexo hidrelétrico em Santa Maria. O empresário disse que a meta da Havan segue sendo alcançar 50 unidades no território gaúcho e citou novas inaugurações e estudos de expansão para o litoral, Serra e Região Metropolitana.

Em outro momento, Hang associou crescimento econômico à liberdade para investimentos e fez críticas ao que chamou de entraves burocráticos e ideológicos ao desenvolvimento econômico. Nesse contexto, comentou discussões envolvendo grandes investimentos privados no Estado e atribuiu parte dos obstáculos a setores políticos e acadêmicos. O empresário criticou universidades federais e afirmou que instituições desse tipo teriam influência negativa no desenvolvimento econômico.

A entrevista também teve espaço para debate sobre legislação trabalhista. Luciano Hang criticou propostas relacionadas ao fim da escala de trabalho 6×1 e se posicionou contra mudanças que reduzam jornadas sem alterações proporcionais de custos para empresas. Segundo ele, medidas desse tipo poderiam elevar despesas operacionais, pressionar preços e impactar a inflação. O empresário defendeu maior liberdade para negociações entre empregadores e trabalhadores, incluindo modelos de pagamento semanal, flexibilização de férias e liberação mais frequente de recursos trabalhistas.

Ao responder sobre possíveis impactos dessas mudanças na operação da Havan, Hang afirmou que empresas maiores conseguem reorganizar escalas, mas avaliou que pequenos negócios poderiam enfrentar mais dificuldades diante de aumento de custos. Ele também manifestou preocupação com o crescimento da informalidade caso ocorram mudanças na legislação sem compensações econômicas para empresas e trabalhadores.

Ainda na coletiva, o empresário afirmou que parte dos trabalhadores brasileiros enfrenta endividamento e citou apostas esportivas e empréstimos como fatores que afetam a saúde financeira da população. Segundo Hang, isso reforça sua defesa por maior circulação direta de renda entre empregados.