
O Governo do Rio Grande do Sul lançou na quarta-feira (17) o programa Prepara RS – El Niño com o objetivo de reforçar a preparação dos municípios gaúchos diante dos possíveis impactos do fenômeno climático previsto para 2026 e 2027.
A iniciativa prevê a destinação de R$ 32,9 milhões em recursos para ações de prevenção e mitigação, com repasses individuais que variam entre R$ 200 mil e R$ 300 mil, definidos conforme o porte populacional de cada município.
Entre os critérios estabelecidos, cidades maiores recebem R$ 300 mil, municípios de porte intermediário recebem R$ 250 mil, e os menores ficam com R$ 200 mil. Os recursos podem ser aplicados em sistemas de monitoramento, alerta e alarme, obras de drenagem de pequeno porte, sinalização de rotas de evacuação e implantação de pontos de encontro seguros.
No Vale do Paranhana, quatro municípios estão entre os prioritários contemplados com estudos técnicos de vulnerabilidade e suscetibilidade: Taquara, Igrejinha, Rolante e Três Coroas.
Na região, os valores ficaram definidos da seguinte forma:
Taquara receberá R$ 300 mil, assim como Parobé, por estarem na faixa de maior população entre os contemplados.
Já Igrejinha, Três Coroas e Rolante terão repasses de R$ 250 mil cada, dentro da faixa intermediária.
Riozinho receberá R$ 200 mil, valor destinado às cidades de menor porte populacional dentro do programa.
Os valores repassados poderão ser aplicados na compra de equipamentos, na realização de estudos técnicos, na qualificação de equipes e na adoção de ações voltadas à prevenção de desastres.
Mapeamento
Os estudos entregues pelo Estado reúnem informações meteorológicas, hidrológicas, geológicas e sociais, com o objetivo de identificar áreas de risco e auxiliar no planejamento preventivo das administrações municipais.
Segundo o governo estadual, todos os 497 municípios do Rio Grande do Sul possuem plano de contingência ativo, documento que orienta ações da Defesa Civil em situações de emergência. Além disso, o Estado afirma já ter investido cerca de R$ 614 milhões em obras de proteção contra cheias desde 2024.
O fenômeno El Niño deve ter efeitos iniciais ainda no inverno, com impacto mais intenso previsto entre setembro de 2026 e janeiro de 2027, período em que há maior risco de chuvas acima da média, enchentes e alagamentos em diferentes regiões do Estado.


