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Hospital de Parobé lidera cirurgias traumatológicas pelo SUS no Rio Grande do Sul

Hospital São Francisco de Assis realizou 1.483 procedimentos traumatológicos e 587 cirurgias de alta complexidade entre janeiro e abril de 2026, segundo dados do DATASUS
(Foto: Renata Helena Ghiggi/HSFA)

O Hospital São Francisco de Assis (HSFA), de Parobé, alcançou a liderança estadual em cirurgias traumatológicas realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Sul. Dados do DATASUS referentes ao período de janeiro a abril de 2026 apontam que a instituição realizou 1.483 procedimentos traumatológicos em geral e 587 cirurgias traumatológicas de alta complexidade, números que colocam o hospital à frente de tradicionais centros de referência do Estado.

O resultado é atribuído à ampliação da estrutura assistencial, ao fortalecimento das equipes médicas e à participação em programas voltados à redução das filas de espera por procedimentos cirúrgicos.

Segundo o diretor técnico do hospital, Dr. Leandro Dias Cezar, a qualificação do corpo clínico foi determinante para o crescimento da produção.

“Um dos fatores mais importantes que permitiram esse aumento dos serviços foi a extrema qualidade do grupo médico que passou a integrar a ortopedia. Hoje, contamos com 24 profissionais, todos especialistas em suas respectivas subespecialidades. Quando se trabalha com qualidade, os resultados são melhores, com menos intercorrências e menos complicações. Isso permite ampliar a capacidade de atendimento e aumentar o número de procedimentos realizados”, afirma.

O diretor-geral do HSFA, João Schmitt, destaca que o hospital assumiu, nos últimos anos, o desafio de absorver uma demanda reprimida histórica da traumatologia gaúcha.

“Existia uma demanda reprimida muito grande na área da traumatologia e ortopedia em todo o Estado. Quando o hospital aceitou o desafio de implantar esse serviço, em 2023, passou a absorver um grande volume de pacientes que aguardavam cirurgias em toda a Região Metropolitana. Esses pacientes começaram a ser encaminhados para Parobé, e o volume de atendimentos cresceu rapidamente”, relata.

Dr. Leandro, à esquerda, e diretor-geral do HSFA, João Schmitt (Foto: André Amaral/Rádio Taquara)

A ampliação do atendimento ocorreu em paralelo a iniciativas estaduais e federais voltadas à redução das filas cirúrgicas. Conforme Schmitt, programas como os convênios com o Mais Médicos Especialistas e o SUS Gaúcho, além de recursos do Tribunal de Justiça, foram fundamentais para acelerar o acesso dos pacientes aos procedimentos.

“No final do ano passado, tivemos ainda a entrada do SUS Gaúcho. O Hospital São Francisco de Assis foi o maior contratado do Estado para procedimentos de joelho, com 1.470 cirurgias previstas para serem realizadas em três meses. Aceitamos esse desafio e promovemos uma ampliação extraordinária do corpo clínico para atender toda essa demanda”, afirma.

O impacto do crescimento não ficou restrito à ortopedia. De acordo com o diretor técnico, o hospital dobrou sua produção cirúrgica total nos últimos anos.

“Quando iniciamos os procedimentos ortopédicos, o hospital realizava entre 500 e 600 cirurgias por mês. Hoje, já alcançamos a marca de 1.200 procedimentos mensais. Conseguimos crescer mantendo a qualidade e a excelência de todos os serviços prestados”, destaca Leandro Dias Cezar.

Redução de filas

Entre os procedimentos que mais contribuíram para a redução das filas estão as cirurgias de joelho. O ortopedista Dr. Talis Manoel Strack Lima lembra que muitos pacientes aguardavam anos por atendimento.

“Estávamos envolvidos desde o início do SUS Gaúcho, um grande mutirão de cirurgias que permitiu reduzir filas de espera que, em muitos casos, chegavam a dois, três e até cinco anos. Conseguimos realizar um número expressivo de procedimentos nos últimos meses e seguimos mantendo um ritmo consistente de cirurgias para atender a demanda da população de diversos municípios”, explica.

(Foto: Renata Helena Ghiggi/HSFA)

Segundo o médico, o alcance regional do serviço também chama atenção.

“Recebemos pacientes que percorrem 200 ou até 300 quilômetros para serem atendidos aqui. Temos orgulho do trabalho que estamos realizando e dos resultados que estamos alcançando como equipe”, afirma.

Transformação

Para além dos números, a direção do hospital destaca o impacto social gerado pela recuperação dos pacientes.

“Falamos muito sobre números, mas o mais importante são as pessoas e a transformação que esses procedimentos promovem em suas vidas. Um dos primeiros pacientes operados por nossa equipe passou 12 anos em uma cadeira de rodas e saiu do hospital caminhando. Tivemos também outro paciente que realizou cirurgia nos dois quadris e recuperou sua autonomia”, conta João Schmitt.

Leandro Dias Cezar afirma que histórias como essas são o principal combustível para a continuidade do trabalho.

“São pessoas que muitas vezes estavam afastadas do mercado de trabalho há anos, sem condições de exercer suas atividades e com a saúde comprometida. Após a cirurgia, recuperam sua saúde e voltam à convivência social e profissional. Esse impacto social é extremamente significativo e nos motiva diariamente a seguir crescendo e oferecendo mais saúde e qualidade de vida para a população”, conclui.