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Taquara Summit: Carolina Furmeister destaca autocompaixão como ferramenta para novos líderes

Psicóloga destacou como a autocompaixão pode ajudar líderes a lidar com pressão, comparação e desempenho de forma mais sustentável
(Foto: André Amaral/Rádio Taquara)

A autocompaixão pode ser uma ferramenta importante para melhorar a relação das pessoas consigo mesmas e, consequentemente, a forma como elas lideram. Essa foi uma das abordagens apresentadas pela psicóloga Carolina Furmeister durante o painel “Novos líderes para um novo mundo”, realizado às 9h40 na quarta edição do Taquara Summit, em Taquara.

Especialista em Gestão Comportamental, Carolina é fundadora e CRO da Grou e também atua como CRO da Self Guru. Durante a apresentação, ela chamou atenção para a pressão por desempenho e para a tendência de muitas pessoas buscarem reconhecimento externo como forma de validar a própria trajetória profissional.

Segundo a psicóloga, a autocompaixão está relacionada à capacidade de tratar a si mesmo com gentileza, respeito e reconhecimento pela própria história. A prática, destacou, não significa abandonar ambições ou diminuir a busca por resultados, mas criar uma relação mais saudável com erros, dificuldades e momentos de desempenho abaixo do esperado.

Carolina citou os estudos da pesquisadora Kristin Neff sobre autocompaixão e relacionou o conceito ao impacto das comparações na vida profissional e pessoal. Para ela, as redes sociais intensificaram um padrão de comparação que pode fazer com que as pessoas enxerguem apenas os resultados dos outros e passem a desconsiderar a própria trajetória.

Durante a palestra, a psicóloga questionou por que muitas pessoas costumam tratar os outros melhor do que tratam a si mesmas. A proposta apresentada foi levar essa mesma gentileza para os próprios pensamentos, especialmente em momentos de frustração.

“Se tu não performou tão bem no dia, está tudo certo. É natural, é do trabalho, é do dia a dia, faz parte. Te acolhe. Amanhã pode ser melhor”, afirmou Carolina.

Para a palestrante, a autocompaixão não é incompatível com a ambição profissional. Pelo contrário: ao reduzir a pressão interna e permitir que a pessoa reconheça suas próprias dificuldades, ela pode contribuir para uma relação mais sustentável com o trabalho e com os objetivos de longo prazo.

Carolina também levou o conceito para o ambiente corporativo. Na avaliação dela, esperar que o reconhecimento e o cuidado necessários venham exclusivamente de líderes, colegas ou outras pessoas pode ser pouco sustentável. O desenvolvimento dessa relação precisa começar no próprio indivíduo.

A discussão também foi conectada ao papel das novas lideranças. Para Carolina, quanto maior o conhecimento sobre o comportamento humano, maior pode ser a capacidade de entregar resultados nos negócios e no mercado.

“Quem está à frente das organizações é esse material aqui: é o humano”, afirmou.

Ao final, a psicóloga recomendou que os participantes pratiquem a autocompaixão consigo mesmos e, no caso de quem ocupa posições de liderança, levem esse comportamento também para as equipes.

O painel “Novos líderes para um novo mundo” integra a programação da quarta edição do Taquara Summit, que reúne palestras, painéis e apresentação de cases sobre inovação, empreendedorismo, liderança, inteligência artificial, economia, sustentabilidade e desenvolvimento regional.