
Uma pergunta feita por alunos do 3º ano da EMEF Lajeadinho, em Igrejinha, transformou a curiosidade sobre os dinossauros em um projeto de pesquisa científica. O trabalho é um dos cerca de 130 apresentados durante a IX Mostra de Iniciação Científica (MICI), realizada pela Prefeitura de Igrejinha, por meio da Secretaria Municipal de Educação.
A mostra começou na terça-feira (25), no Ginásio do Parque de Eventos Almiro Grings, e segue até quinta-feira (27). A programação reúne estudantes da Educação Básica da rede municipal, da Pré-Escola ao 9º ano do Ensino Fundamental.
No primeiro dia, participaram as turmas da Pré-Escola e do 1º ao 3º ano. Entre os trabalhos apresentados estava a pesquisa desenvolvida pelos alunos Diego, João e Melissa, da EMEF Lajeadinho, que investigaram a relação entre o impacto de um meteoro e a extinção dos dinossauros.
Segundo os estudantes, o impacto teria provocado uma série de consequências capazes de afetar o planeta, entre elas tsunamis, erupções vulcânicas, tempestades de areia, incêndios florestais e alterações climáticas.
“Cada coisa que aconteceu matou uma parte dos dinossauros. A explosão foi tão forte que foi equivalente a bilhões de bombas atômicas”, explicaram os alunos durante a apresentação.
Dúvidas que despertam o conhecimento
Para o professor Sindajara Neri, o diferencial do projeto está justamente na pergunta que deu origem à pesquisa.
“O tema dinossauros é um assunto que cativa muitas pessoas e parece que já foram esgotadas todas as possibilidades de estudo. Mas, para as crianças do terceiro ano, uma simples dúvida — como é que um único meteoro pode ter causado a extinção dos dinossauros? — partiu da cabeça deles”, conta.

A partir da pergunta, o tema foi aprofundado durante as aulas e ganhou diferentes frentes de investigação. Os alunos passaram a estudar fenômenos como tsunamis, erupções vulcânicas e a extinção em massa.
“É um projeto de bastante significado para eles, pela complexidade dos temas”, afirma Sindajara.
O professor também destaca o crescimento da mostra no município e o envolvimento dos profissionais da educação na preparação dos trabalhos.
Da escola às feiras
A proposta da MICI é apresentar à comunidade os projetos desenvolvidos pelos estudantes ao longo do ano letivo. Os temas são escolhidos pelas próprias turmas, levando em consideração os interesses e a curiosidade dos alunos. Parte das pesquisas começou ainda em março.
De acordo com Gabriel Bortoli, coordenador pedagógico da Secretaria Municipal de Educação, os trabalhos chegam à etapa municipal depois de passarem pelas mostras realizadas individualmente nas escolas.
“As escolas realizam suas mostras, e os trabalhos vencedores nessas etapas escolares vêm para a mostra municipal”, explica.
Ao todo, aproximadamente 130 projetos serão apresentados nos três dias de programação.
Além da exposição, os trabalhos passam por avaliação de bancas examinadoras, que utilizam fichas formais para atribuir as notas. Os três primeiros colocados de cada categoria são premiados.
A mostra também funciona como porta de entrada para outras feiras científicas. Na Educação Infantil, o trabalho com maior pontuação garante uma vaga na Mostratec Júnior 2026. No Ensino Fundamental, os primeiros colocados das categorias de 1º ao 3º ano, 4º ao 6º ano e 7º ao 9º ano também são credenciados para a Mostratec Júnior.
Os segundos colocados garantem vaga na Moscling, enquanto os terceiros colocados são credenciados para a Moepex. Em caso de empate na definição das vagas, o desempate será feito por sorteio.
Três dias
A programação da IX MICI foi dividida conforme as etapas de ensino. Na terça-feira (25), foram apresentados os trabalhos da Pré-Escola e do 1º ao 3º ano.
Nesta quarta-feira (26), é a vez dos estudantes do 4º ao 6º ano. O encerramento ocorre na quinta-feira (27), com os projetos desenvolvidos pelas turmas do 7º ao 9º ano.
As premiações são realizadas a partir das 18h30 em cada um dos três dias, no Parque de Eventos Almiro Grings.
Para Bortoli, além de estimular a pesquisa, a iniciativa permite que os estudantes compartilhem conhecimentos e desenvolvam projetos relacionados a questões que ultrapassam o ambiente escolar.
“A proposta é compartilhar essas pesquisas, principalmente aquelas que têm um fundo social bastante importante”, destaca.


