
Um reajuste nos valores das contas de luz da concessionária gaúcha de energia elétrica RGE é alvo de ação do Procon de Taquara, que recebeu várias reclamações de usuários do município. Até a última sexta-feira (27), o órgão de defesa do consumidor registrou 26 queixas formalizadas por usuários da empresa, que foi notificada.
Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (31) pela Prefeitura de Taquara, ainda no começo do mês de agosto o Procon já havia feito uma notificação para a concessionária relatando que 15 contribuintes de vários pontos da cidade, a maioria situada na zona urbana, procuraram o órgão para reclamar sobre o que consideravam aumentos abusivos nas contas de luz. Com base na média das últimas contas, foi constatado que houve acréscimo considerável para vários, com aumentos de luz de até 507%. A notificação foi enviada por e-mail dia 14 de agosto e a concessionária acabou pedindo um prazo maior para responder.
Ficou acordado, então, que a RGE terá prazo até o dia 18 de setembro, mas o Procon enviou nova notificação, acrescentando mais 11 reclamatórias de clientes da empresa.
Anteriormente, a RGE, distribuidora do Grupo CPFL Energia que atende 381 municípios do Rio Grande do Sul, havia informado que a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o reajuste tarifário anual (RTA) da concessionária, que entrou em vigor a partir do dia 19 de junho de 2025. Segundo nota da empresa, o efeito médio total nas tarifas para este ano foi de aumento de 12,39% para todos os consumidores, sendo 8,06% para a alta tensão e 14,14% para baixa tensão, em média. Para clientes residenciais, o reajuste será de 14,11%.
Ainda conforme a RGE, os principais fatores que levaram a esse aumento resultado foram o aumento dos custos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), o aumento dos custos relacionados à compra de energia de Itaipu, o impacto da variação acumulada do IGP-M, em 7% e, principalmente, a recomposição de 30% do diferimento tarifário de 2024. No ano passado, a Aneel atendeu um pedido da empresa para diferir o reajuste, em razão dos impactos das enchentes para os consumidores.


