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Procon de Taquara notifica RGE sobre aumentos nas contas de luz

Concessionária de energia elétrica tem prazo até 18 de setembro para explicar alta de até 500 por cento nos valores cobrados
Segundo nota da empresa, o efeito médio total nas tarifas para este ano foi de aumento de 12,39% para todos os consumidores

Um reajuste nos valores das contas de luz da concessionária gaúcha de energia elétrica RGE é alvo de ação do Procon de Taquara, que recebeu várias reclamações de usuários do município. Até a última sexta-feira (27), o órgão de defesa do consumidor registrou 26 queixas formalizadas por usuários da empresa, que foi notificada.

Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (31) pela Prefeitura de Taquara, ainda no começo do mês de agosto o Procon já havia feito uma notificação para a concessionária relatando que 15 contribuintes de vários pontos da cidade, a maioria situada na zona urbana, procuraram o órgão para reclamar sobre o que consideravam aumentos abusivos nas contas de luz.  Com base na média das últimas contas, foi constatado que houve acréscimo considerável para vários, com aumentos de luz de até 507%. A notificação foi enviada por e-mail dia 14 de agosto e a concessionária acabou pedindo um prazo maior para responder.

Ficou acordado, então, que a RGE terá prazo até o dia 18 de setembro, mas o Procon enviou nova notificação, acrescentando mais 11 reclamatórias de clientes da empresa.

Anteriormente, a RGE, distribuidora do Grupo CPFL Energia que atende 381 municípios do Rio Grande do Sul, havia informado que a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o reajuste tarifário anual (RTA) da concessionária, que entrou em vigor a partir do dia 19 de junho de 2025. Segundo nota da empresa, o efeito médio total nas tarifas para este ano foi de aumento de 12,39% para todos os consumidores, sendo 8,06% para a alta tensão e 14,14% para baixa tensão, em média. Para clientes residenciais, o reajuste será de 14,11%.

Ainda conforme a RGE, os principais fatores que levaram a esse aumento resultado foram o aumento dos custos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), o aumento dos custos relacionados à compra de energia de Itaipu, o impacto da variação acumulada do IGP-M, em 7% e, principalmente, a recomposição de 30% do diferimento tarifário de 2024. No ano passado, a Aneel atendeu um pedido da empresa para diferir o reajuste, em razão dos impactos das enchentes para os consumidores.