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Mulher que matou marido com pauladas é absolvida pelo Tribunal do Júri em Taquara

Julgamento terminou com quatro votos pela absolvição; caso ocorreu em 2013, no interior do município
A absolvição foi determinada em primeira instância e ainda cabe recurso.

Uma mulher acusada de matar o marido com golpes de um pedaço de madeira foi absolvida pelo Tribunal do Júri de Taquara nesta quinta-feira (3). O caso ocorreu em 2013, na localidade conhecida como Beco do Grilo, no interior do município. A decisão foi tomada por quatro votos a zero.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público (MP), a vítima morreu em decorrência das lesões provocadas pelos golpes. Inicialmente, a acusação sustentava que o homicídio teria sido cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, que estaria deitada, e por motivo torpe. Conforme a denúncia, a mulher teria atacado o marido após descobrir que ele teria engravidado uma meia-irmã dela.

Durante o julgamento, o MP retirou o pedido relacionado à qualificadora do motivo e postulou a condenação por homicídio privilegiado por relevante valor moral.

A defesa, realizada pelas advogadas Mônica Carvalho, Hévila Meyer da Silva e Marcia Betânia Moreira Menta, contestou a versão apresentada na denúncia e sustentou as teses de legítima defesa de terceiro e inexigibilidade de conduta diversa.

De acordo com a defesa, a acusada vivia em um contexto de violência doméstica e teria flagrado o marido abusando de uma de suas filhas. A versão apresentada pelas defensoras aponta que, após ser questionado, o homem teria segurado a mulher pelo pescoço. Posteriormente, ainda conforme a defesa, ele teria confessado o abuso e ironizado a situação, momento em que a acusada teria utilizado um pedaço de madeira para golpeá-lo.

“A justiça foi feita, nós ficamos muito felizes”, afirmou a advogada Mônica Carvalho após a decisão do júri.

A mulher chegou a ser levada à delegacia na época do fato, mas não permaneceu presa. Posteriormente, teria se mudado para outro estado. Conforme as informações divulgadas, o inquérito se estendeu até 2018 e, em 2024, foi expedido mandado de prisão contra a acusada, que permaneceu presa por cerca de dois meses.

A absolvição foi determinada em primeira instância e ainda cabe recurso.