Marina Castilhos Boeira, 24 anos, natural de Taquara. É filha de Flávia Castilhos e Aldo Boeira. Integrante da primeira turma do Projeto Rondon da Faccat (2004), que esteve no Canadá, também morou por dois anos nos Estados Unidos da América, onde percorreu oito estados pela Rota 66, andando de motocicleta.
Como foi a experiência de participar da primeira turma do Projeto Rondon?
Foi maravilhoso e muito importante para mim. Me inscrevi no último dia e acabei sendo selecionada. Voltei do projeto com uma noção de persistência, de não desistir das coisas.
O que significou para você percorrer a Rota 66 sozinha?
A Rota 66 é uma viajem que todo o motociclista quer fazer. Em 2006, fui para os Estados Unidos, trabalhar como alpair (babá) e, assim que juntei dinheiro, aproveitei para realizar um sonho que não era só meu, mas também do meu pai, do qual herdei o gosto pelo motociclismo, e de meus amigos. Também quis juntar os dois ícones americanos do motociclismo: a Rota 66 e a Harley Davidson. Aí, aluguei uma Harley e fui. Atravessei oito estados americanos em 12 dias. Ao todo, foram 2.916 milhas que percorri sozinha. Quando cheguei na Califórnia, um jornal local me contatou para fazermos uma matéria. Eles comentaram que ainda não tinham registro de que antes de mim alguma mulher brasileira tivesse feito a viagem sozinha. Quando coloquei as fotos no site do Cassola (Antônio Carlos Cassola da Silva, um grande motociclista), pessoas do Brasil inteiro me parabenizaram através de e-mails.
Quais são suas expectativas para o 10º Motoshow?
Meu pai é integrante do Águias do asfalto, por isso, vou ajudá-lo trabalhando no evento. O Motoshow vai ser enorme, acredito que esta será a maior edição, pois a estrutura na Associação dos Motoristas está maravilhosa. Minha parte favorita será o show do The Travellers, no sábado à noite. Quanto à expectativa pessoal, pretendo reencontrar meus amigos motociclistas, e esta será a primeira oportunidade que terei, pois estou de volta a Taquara há apenas três semanas.
Comente sobre o estereótipo que se construiu em cima da imagem dos motociclistas.
Todos fazem a comparação pelo tamanho da moto, mas o que conta é a consciência de cada um. Eu, por exemplo, nunca tive um acidente. Existe uma grande diferença entre os motociclistas e os motoqueiros. Realmente, não somos um pessoal muito “calmo”, mas a “bagunça” que nós, motociclistas, fazemos acontece apenas dentro de um local e não nas ruas.
Como você conheceu seu noivo e o que mais admira nele?
Conheci o Eric (Tarulli) duas semanas antes da minha viagem, (em Wating River) na praia onde eu morava, nos EUA. O que mais admiro nele é o seu jeito. Ele é muito trabalhador, amigo, parceiro, gostamos muito de acampar e comer coisas diferentes. Nada é ruim para ele e, nesse ponto, achei um companheiro para mim, porque também gosto de experimentar tudo.
Quais são seus planos para o futuro?
Pretendo casar em setembro, quando o Eric virá para cá, depois vamos morar em Long Island. Nos EUA quero terminar meu curso de Marketing, trabalhar bastante, aproveitar a vida lá, continuar andando de moto… Aliás, a primeira coisa que quero fazer quando chegar lá é comprar uma moto. Meu plano maior nesse sentido é fazer uma viagem pelas Américas.
Estilo de música: música country americana.
Prato favorito: camarão ao molho branco.
Lugar que gostaria de conhecer: a rota Pacific Highway, também nos EUA.
Uma habilidade: andar de moto.
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