Ivo Luiz Paraboni, 63 anos, natural de Riozinho. É casado com Tânia Helena Paraboni (62), com quem tem três filhos: Ivandré (40), Muriel (33) e Camila (30), e um neto: Davi (um ano). Técnico em Contabilidade, é diretor presidente da Ferramentas Paraboni de Riozinho.
Conte-nos sobre sua trajetória profissional.
Depois de concluir o Ginásio (que hoje corresponde ao ensino médio), no ano de 1964 – durante o Golpe Militar – fui para Porto Alegre, onde fiz um curso técnico em contabilidade. Lá, comecei trabalhando no comércio, como balconista, e o primeiro emprego que tive na minha área foi como auxiliar de escritório numa metalúrgica. Me formei em 67 e passei a trabalhar por conta, com alguns clientes no escritório que montei em Porto Alegre. Em seguida iniciei minha atuação em Riozinho e mantive os dois escritórios nas duas cidades. Já a partir de 69 também comecei a fazer a contabilidade da Ferramentas Paraboni.
Como se deu a opção por atuar na empresa da família?
Meu pai e meus outros cinco irmãos mais velhos fundaram a Ferramentas Paraboni e eu, como era o caçula, fui o último a entrar para a empresa. Em 1973 fechei meu escritório em Porto Alegre e me transferi para Riozinho, assumindo a gerência da empresa. A indústria, na época, era baseada no trabalho artesanal, mais pesado, e meus irmãos precisavam de alguém que fizesse mais a parte intelectual, contábil e administrativa. Então, como eu já atuava na contabilidade e já era sócio da Ferramentas Paraboni, comecei a me dedicar exclusivamente para isso.
Quais são suas impressões de Riozinho?
É um lugar muito bom para se viver, muito tranquilo, familiar e muito íntimo. A maior dificuldade do município era o isolamento que existia, a dificuldade de comunicação – que ainda permanece. Já a principal vantagem são os trabalhadores, que são mais estáveis. E foi em função das necessidades da empresa que acabei vindo morar em Taquara, pois em Riozinho não tínhamos banco, telefone, nada. De 77 a 97 mantivemos um escritório em Taquara, até que foi inaugurada a central telefônica de Riozinho e pudemos transferir o escritório para lá novamente.
Quais são suas principais características pessoais?
Em tudo o que faço, sempre sou muito criterioso. Faço, confiro, e torno a conferir. Tento jamais deixar passar algum erro. Sou pavio curto, mas com o passar do tempo, vamos aprendendo a controlar mais os impulsos. Também sou uma pessoa extremamente simples.
O que você gosta de fazer a título de lazer?
Uso muito o computador e a internet, me divirto trabalhando com cálculos, números, planilhas eletrônicas e criando fórmulas. Além disso, também gosto de fazer leituras.
Como conheceu sua esposa e o que mais admira nela?
Nos conhecemos quando trabalhávamos na metalúrgica em Porto Alegre. Nos casamos em 1970 e estamos juntos até hoje. Ela é muito comunicativa e o que mais admiro nela é o seu modo expansivo, sua facilidade incrível de fazer amizade.
O que de mais importante considera ter ensinado aos filhos?
Sempre deixei aberto o caminho para que eles escolhessem. Também fiz todo o possível para dar formação aos três.
Quais são seus planos para o futuro?
Continuar na empresa, pois enquanto eu tiver saúde não pretendo parar; viajar e aproveitar a vida.
Estilo musical: gosto de música boa, de qualidade.
Prato predileto: gosto do trivial (massa, galeto, polenta), e sou movido a frutas e iogurte.
O que o tira do sério: desonestidade.
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