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O sucesso do profissional depende do “QI” ou do “QE”?

Durante muitas décadas, pensou-se que o sucesso profissional dependia, em grande parte, do coeficiente de inteligência. Em todas as entrevistas

Durante muitas décadas, pensou-se que o sucesso profissional dependia, em grande parte, do coeficiente de inteligência. Em todas as entrevistas para emprego e para outras atividades profissionais, os testes que demonstravam o grau de inteligência eram aplicados.
Pesquisadores começaram, então, a elaborar trabalhos de campo, que tinham como objeto analisar a vida profissional de alunos que se destacaram na Universidade pelo seu alto grau de inteligência. Procuraram acompanhar a vida profissional desses alunos, durante alguns anos. Verificaram, para surpresa geral, que muitos fracassaram em suas tentativas de atingirem o sucesso em suas profissões.
Analisando melhor os motivos do fracasso, constataram que esses profissionais, apesar de extremamente inteligentes, não se relacionavam bem com os clientes, com seus colegas de trabalho e com as pessoas que constituiam a sociedade onde viviam. Alguns tinham problemas de temperamento agressivo, prepotência, mau humor ou, pelo contrário, eram muito tímidos. Outros não possuiam as qualidades necessárias para atingir o sucesso, tais como: persistência, entusiasmo, personalidade marcante, capacidade de trabalho, dedicação, capacidade de liderar, competência profissional.
A partir dessa pesquisa, o fator “ Coeficiente de Inteligência” não foi mais considerado elemento fundamental para o sucesso profissional.
Começaram, mais tarde, a surgir estudos, demonstrando que outros fatores, independentes do grau de inteligência, passaram a ser considerados importantes para o sucesso em uma atividade ou profissão.
O mais importante estudo, feito nos últimos anos, diz respeito à “Inteligência Emocional”.
Para entendermos melhor o tema, procuraremos conceituar este tipo de inteligência:
“Inteligência Emocional é um conceito em Psicologia que descreve a capacidade de reconhecer os próprios sentimentos e os dos outros, assim como a capacidade de lidar com eles.”
Inteligência é emoção. QI não é destino. O fascinante e convincente livro “Inteligência Emocional”, de Daniel Goleman revela que a nossa visão sobre este assunto ainda é muita estreita.
Ao contrário do saber científico que dominou o mundo ocidental nos últimos séculos, Daniel Goleman revoluciona conceitos mostrando que o QI de uma pessoa não é garantia de sucesso e felicidade. Utilizando inovadoras pesquisas cerebrais e comportamentais, Goleman, PhD pela Universidade de Harvard, mostra porque pessoas de QI alto fracassam e outras, cujo quociente é mais modesto, apresentam uma trajetória de vida de sucesso.
Para o cientista, a inteligência está ligada à forma como negociamos as nossas emoções. A inteligência emocional seria esta capacidade de autoconsciência, controle de impulsos, persistência, empatia e habilidade social.
A tese de Goleman está baseada numa síntese original, feita a partir de pesquisas e recentes descobertas sobre o funcionamento do cérebro. Ele mostra como a inteligência emocional pode ser alimentada e fortalecida em todos nós, principalmente na infância, período no qual toda a estrutura neurológica encontra-se em formação.
Conforme explicita o site “Mente Inquieta”: “(…) Com isso, viu-se que os conceitos tradicionais de habilitação acadêmica, notas escolares e credenciais avançadas, simplesmente, não eram capazes de predizer o desempenho profissional de ninguém e nem mesmo se uma pessoa iria ou não vencer na vida.
Já é hora de pararmos para pensar: Quanto tempo de nossas vidas estamos dedicando ao nosso desenvolvimento emocional? O quê estamos fazendo com nossas emoções e com as emoções daqueles que estão à nossa volta? Qual o grau em que minhas emoções afetam meu ambiente de trabalho? Quanto minhas emoções afetam o ambiente em que estou e minhas relações com as pessoas?”
Por fim, uma grande lição podemos tirar deste tema, quando lermos essa reflexão:
“Competência Emocional é algo que podemos desenvolver em nós mesmos e mais,
podemos ajudar outros nesse desenvolvimento.”

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