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Vulcabras/Azaleia fecha unidade de produção e demite 840 funcionários

A decisão da companhia foi divulgada ontem à tarde por meio de nota oficial. Segundo a Azaleia, a medida foi

A decisão da companhia foi divulgada ontem à tarde por meio de nota oficial. Segundo a Azaleia, a medida foi tomada em decorrência de problemas da atual conjuntura econômica brasileira, que vem penalizando os setores intensivos em mão de obra, entre eles a indústria de calçados, além de dificuldades de competitividade.  Segundo a nota da empresa, pelos próximos três meses os benefícios de cesta de alimentos, assistência médica e creche para as crianças já assistidas continuarão a ser concedidos para os funcionários demitidos.  Além disso, a Vulcabras/Azaleia afirma que vão ser mantidas em Parobé todas as demais atividades, envolvendo marketing e desenvolvimento de produtos, tecnologia, planejamento e áreas de suprimentos, logística e recursos humanos.  Juntas, essas áreas empregam cerca de 1.500 funcionários.

Empresa responde por cerca de trinta por cento da arrecadação de ICMS de Parobé

A informação foi divulgada ontem pela vice-prefeita Nelsi Lázaro, durante entrevista à Rádio Taquara. Substituindo a prefeita Gilda Kirsch, que está em viagem a Brasília, Nelsi recebeu a direção da empresa no começo da tarde de ontem, onde foi comunicada das demissões. Ex-funcionária da Azaleia, a vice-prefeita declarou que foi um choque o momento em que a notícia foi divulgada.  Ela ponderou ainda o problema social que as demissões podem gerar para Parobé.  Apesar disso, a vice-prefeita acredita em recolocação dos funcionários no mercado de trabalho, em outras empresas calçadistas de Parobé.

Presidente do Sindicato dos Sapateiros de Parobé não se surpreende com fechamento de produção da Azaleia

Segundo João Pires, a notícia não chegou a ser uma novidade, pois era um fato esperado há muito tempo. Em entrevista concedida ontem à Rádio Taquara, Pires cobrou ação dos governos estadual e federal sobre a questão relacionada a indústria calçadista.  Levando em conta a qualificação da mão de obra demitida da Azaleia, o dirigente sindical acredita em recolocação dos funcionários no mercado de trabalho parobeense. Ele lembrou que outras indústrias seguem anunciando vagas, principalmente por conta do mercado interno aquecido. Pires comentou ainda que as rescisões serão feitas nos dias 16, 17 e 18 deste mês.

Presidente da Vulcabras diz que opção pelo fechamento em Parobé se deu por se tratar da menor unidade da empresa em operação

Segundo Milton Cardoso, a região Nordeste do Brasil, onde a Azaleia mantém outras fábricas, vem oferecendo mais benefícios fiscais para a empresa. Na avaliação dele, a indústria é uma atividade migratória e a empresa vai se instalar onde tem mais incentivo.  No governo de Antônio Britto, a Azaleia recebeu incentivos que, atualizados, representam R$ 53 milhões. Cardoso disse que as empresas brasileiras estão perdendo competitividade no país e optando por se instalar no exterior. O presidente Milton revelou ainda que, com o fechamento da unidade de Parobé, a Azaleia deixa de produzir oito mil pares por dia.  Cardoso negou a possibilidade de a Azaleia vender ou alugar os pavilhões de Parobé.

Prefeitura de Taquara monta ponto de cadastro para demitidos da Azaleia

Segundo a prefeita em exercício, Michelle Sápiras, os moradores de Taquara que foram demitidos da unidade de Parobé podem fazer o cadastro. Os dados serão encaminhados pela Prefeitura para empresas taquarenses que estão precisando de mão de obra. Pela qualificação dos funcionários demitidos da Azaleia, Michelle acredita que não será difícil encontrar novas vagas. O ponto de cadastro montado pela Prefeitura de Taquara funciona na sede da Defesa Civil, no horário de atendimento da administração. No local, serão coletados dados como nomes, meios de contato e função que os trabalhadores desenvolviam na Azaleia.

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