O Ministério Público Federal (MPF) anunciou, no meio desta semana, a abertura de inquérito civil para investigar os incentivos fiscais concedidos pelo governo federal à Grendene. A empresa é a principal acionista da Vulcabras/Azaleia, que fechou unidade em Parobé. O MPF quer que a Grendene devolva aos cofres públicos incentivos do governo federal.
Segundo nota do MPF, apenas nos últimos anos o grupo Grendene recebeu do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) cerca de R$ 3 bilhões, emprestados a juros inferiores a 4% ao ano. “Além de demitir em massa no Estado do Rio Grande do Sul, o grupo Grendene instala, possivelmente com o dinheiro do erário federal, fábricas no exterior, a exemplo da Índia”, considerou. Além disso, números levantados e publicados nesta semana na edição impressa do Panorama reforçam a tese de que o momento não é de crise no setor calçadista. Conforme os dados apurados, que são divulgados pelo Ministério do Trabalho, o setor na região criou 1.256 novas vagas. O número corresponde a movimentação de novos empregos de janeiro a março deste ano.
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