O documento foi formulado em reunião na manhã de ontem entre lideranças políticas, empresariais e sindicais do município. A iniciativa é uma resposta ao impacto social e econômico ocorrido no município com o fechamento da fábrica da Azaleia, provocando o desemprego de 840 trabalhadores e uma perda anual de aproximadamente dois milhões e meio de reais em arrecadação de ICMS. Após debates e negociações que se estenderam por toda a manhã de sexta-feira, saiu a Carta de Parobé, reunindo um conjunto de pedidos que afetam todo o setor coureiro-calçadista. As lideranças parobeenses propõem que o Rio Grande do Sul ingresse definitivamente na competição fiscal, criando incentivos compatíveis aos que são oferecidos em outros estados, a fim de conter a debandada de empresas gaúchas.
Carta também solicita manutenção e ampliação da taxa antidumping
A medida tem como objetivo frear o ingresso de calçados estrangeiros no Brasil, especialmente os de origem chinesa. A carta ainda sugere a flexibilização fiscal com base no incremento da produção do ano anterior para toda a cadeia calçadista. A prefeita Gilda Kirsch pretende entregar o documento na próxima semana ao governador Tarso Genro. Na quinta-feira, Gilda já tem uma audiência marcada em Brasília, da qual deverão participar vários ministros, que também receberão a Carta de Parobé. A fim de dar peso político ao encontro na Capital Federal, ela solicitou que lideranças empresariais e sindicais também se façam presentes. Além da prefeita parobeense, assinaram a carta a vice-prefeita, Nelsi Lázaro, os representantes dos empresários e dos trabalhadores, Câmara de Vereadores e o presidente do Conselho Regional de Desenvolvimento do Vale do Paranhana, Delmar Backes.


