Edison Vara, 55 anos, natural de Pedro Osório. Casado com Michelle Frank Sápiras (29), tem dois filhos de seu primeiro casamento: Daiane Evangelista Vara (34) e Diego Vara (26). Formado em fotografia, atua como fotojornalista e diretor da Agência Press Photo.
Conte-nos sobre sua trajetória profissional.
Comecei a trabalhar com meu pai na empresa de ônibus de turismo dele, mas já gostava de fotografia. Sempre tive máquina fotográfica e tudo o que eu queria era ser fotógrafo. Em função da empresa do meu pai, eu viajava muito e aproveitava para fotografar. Paralelamente, estava sempre me atualizando em relação às câmeras e cursos. Até que chegou o momento em que precisei escolher se deixava a empresa ou a fotografia. Abri um estúdio de fotos 3×4, próximo ao quartel de Pelotas. Além de fotografar casamentos, aniversários e formaturas, recebi uma proposta do quartel para fazer todas as fotografias que os soldados precisassem, para suas fichas e documentos. Foi um aprendizado muito grande. Contudo, meu projeto era o fotojornalismo e, um ano e meio depois, o Diário da Manhã, de Pelotas, precisava de alguém para fazer as fotos do carnaval. Foi quando tive minha primeira foto publicada. Depois atuei na sucursal do Correio do Povo, e cheguei a trabalhar com assessoria de imprensa. Em 1985, fui contratado pela Zero Hora, em Porto Alegre. Já em 1990, voltei para o Correio do Povo e, cinco anos mais tarde, fui chamado pela revista Placar, em São Paulo, onde atuo há 16 anos fotografando futebol.
O que mais lhe fascina na fotografia e qual a foto mais marcante de sua carreira?
A fotografia é tudo para mim. Quando fiz esta opção tinha certeza de que estaria satisfeito, pois a foto traz o momento num olhar diferente para a vida. Fiz uma fotografia em 1989, na comemoração dos 30 anos da Revolução Cubana em Havana. Durante a programação, Fidel Castro fez um discurso de cinco horas e 16 minutos. No início, duas estudantes entregaram a ele um pombo da paz, que voou e voltou para o seu ombro. Percebendo isso, ele continuou falando e começou a passar a mão no pombo. Foi uma foto histórica para mim.
Quais são suas principais características pessoais?
A responsabilidade, o cuidado que tenho em cumprir os meus horários e o compromentimento com os projetos que tenho pela frente, não importa tamanho, cumpro até o fim.
O que você gosta de fazer em suas horas vagas?
Gosto de ficar em casa, cozinhando com a Michelle, tomando um bom vinho, recarregando as baterias da semana.
Como conheceu a Michelle e o que mais admira nela?
Nos conhecemos num estúdio fotográfico em Gramado, quando fui auxiliar a Bete (fotógrafa) a fazer as fotos de campanha da candidatura do Délcio e da Michelle. Ela chegou lá carregando cabides de roupas, muito falante. Fizemos as fotos, trocamos cartões e fui para o hotel em que eu estava hospedado. Mais tarde ela me mandou um e-mail falando das fotos e eu respondi convidando-a para tomarmos um café depois que ela voltasse de viagem. Agora estamos juntos há três anos e o que mais admiro nela é a honestidade com que ela trata tanto as coisas do trabalho na empresa quanto as coisas públicas.
O que de mais importante considera ter ensinado aos seus filhos?
A responsabilidade com tudo na vida, com o estudo, com o trabalho, a honestidade e a maneira de tratar as pessoas.
O que o tira do sério: a mentira.
Quais são seus planos para o futuro?
Na área do fotojornalismo pretendo criar um banco de imagens para disponibilizar na internet, principalmente de viagens. Também espero continuar a fazer as coisas que gosto, viajar, dentro do possível, e viver os momentos sem deixar de pensar no futuro.
Estilo musical: Beatles e jazz.
Prato predileto: o risoto de aspargos que a Michelle faz.
Um lugar: Nova Iorque.
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