Do meu tuíter, @Plínio_Zíngano – Vi o Jorge Gerdau, na televisão, reclamando da Economia. Meu Deus, se ELE tem problemas, por que vou me queixar? Fiquei com pena.
NATAL BRILHANTE
Gosto de Gramado! Quando vim para Taquara, aqui chegando no derradeiro dia de 1995, foi pensando na situação geográfica desta última: cidade próxima de várias outras, principalmente daquela. Morava em Olinda, Pernambuco, e decidira retornar ao Rio Grande do Sul. As recordações de minha rápida passagem pela histórica cidade do Nordeste são fantásticas, mas embutem um leve gosto de fracasso, pois meus planos, lá, não passaram muito além de planos. O retorno se impôs. Entretanto, essa volta não considerou o ponto de partida, Porto Alegre, minha cidade natal. Até hoje, as idas à capital do Estado são dolorosas para mim; não por questões emocionais, mas por motivos práticos: incomodam-me muito a azáfama, os cheiros e a sujeira das cidades grandes (Olinda também era suja, mas, sendo visitante, isso não interferiu na minha apreciação). Assim, Taquara, onde já morava minha irmã há muitos anos, foi uma solução lógica e econômica para a mudança.
Lentamente, ainda sob a premência do fator econômico, Gramado tornou-se cada vez mais importante para mim. Está perto de onde moro e tem todo o charme atribuído pelas agências de viagem aos locais mais badalados do mundo. Não, não estou comparando Gramado a Paris ou a Nova Iorque, mas, pombas!, por que só nesses locais poderíamos encontrar belezas para nos atrair? Ou seja, é mais barato do que ir a Paris, embora esta também implore pela minha presença. Infelizmente não consigo atender ao seu chamado. Mas estou ouvindo, estou ouvindo!
Com estas explicações, criei o cenário para dizer que subo semanalmente a serra para caminhar pela rua coberta, visitar a livraria, tomar um café ao ar livre, olhar as vitrinas, sentir o frio, ver as luzes do anoitecer, brilhando no meio da cerração. Enfim, as mesmas coisas feitas nos grandes “points” do mundo, como em… Paris. Ah, e ir ao supermercado, pois, durante a semana, aqui embaixo, preciso alimentar-me.
Hoje, no entanto, com as recentes notícias, envolvendo o Natal Luz, finalmente, a cidade entrou no “grand monde”. A Gramado, sempre tão perto, logo ali, adquiriu aquele algo que lhe faltava para emular os lugares objetos de desejo dos turistas de qualquer parte do mundo. Toda a atmosfera romântica do Natal Luz, por exemplo, tem, agora, aquela aura de amor bandido, significativa para tantas pessoas. A festa do Papai Noel era, realmente, um festão. Só que nós, os apaixonados por Gramado, para ela nunca seríamos convidados. Pelo menos nisso fomos respeitados!
Ainda não houve julgamento. As notícias falam apenas por hipóteses, mas, cá entre nós, há indícios muito consistentes de malandragem, desde o clássico “armação política de invejosos”, passando por contas todos os anos iguais na receita e na despesa, até gravações telefônicas, sugerindo a eliminação física de investigadores.
Viram? Tudo isso ao alcance da mão, a menos de quarenta quilômetros! É um pulinho.


