Perfil

Rafael Correa da Silva

Rafael Correa da Silva, 23 anos, natural de Joinville. É filho de Claudete Hahn (44) e Amarildo Correa da Silva

Rafael Correa da Silva, 23 anos, natural de Joinville. É filho de Claudete Hahn (44) e Amarildo Correa da Silva (48). Cursa Matemática na Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) e Design no Cimol. É professor particular de matemática e ministra as aulas de alfabetização de adultos na biblioteca comunitária Amigos do Livro de Taquara. Atua na área administrativa do escritório Alziro e Leandro Advogados e é presidente da Liga das Equipes Gincaneiras de Taquara (Legita).

Fale sobre a criação da Liga das Equipes Gincaneiras de Taquara e o que representa para você ser presidente da Legita?
Cerca de 30 cidades do Estado são conhecidas pela realização de gincanas e Taquara já foi uma delas, no entanto, deixou de realizar sua gincana municipal. Em São Jerônimo, por exemplo, o evento acontece há 26 anos sem interrupções, promovendo o conhecimento e a integração entre pessoas de todas as idades. Vem daí a importância da criação da Legita, pelo fato de buscar a estabilidade da gincana, para que ela seja firmada novamente na cidade e retome seu nível de organização. Assim, quatro pessoas de cada equipe que participou do evento no ano passado foram reunidas para formar um conselho. Me dispus a ser o presidente, com o intuito de que isso não se perca.
O que o motiva a participar de gincanas?
Não participo há muito tempo. Minha primeira gincana foi em 2008, no Cimol. A equipe em que eu estava ganhou, eu gostei e já no ano seguinte comecei a participar “valendo”. Gincana envolve conhecimento, integração e amizade. A partir do momento em que comecei a participar, conheci o dobro de pessoas e de cidades que conhecia e, mesmo em épocas que não tem nenhuma gincana acontecendo, nos reunimos para fazer algo.
Quais são suas impressões de Taquara?
Vim para Taquara com uns dois ou três anos de idade e, desde então, sempre morei aqui. Gosto de Taquara e não penso em sair do município. Em cidades maiores se perde o contato, as pessoas se distanciam, ao contrário daqui, onde temos uma relação maior de amizade e familiaridade. O que tem de positivo em Taquara são as pessoas. O povo taquarense é legal, apesar de ter preconceito com alguns pontos – perdemos a Novemberfest, o cinema, temos horário para terminar as festas no Clube. Em geral, faltavam lugares para os jovens sair, o que a partir do ano passado começou a ser mudado, com o Convés Pub, a Taberna da Nety, o Sentrio Eventos.
Conte-nos sobre sua trajetória profissional.
Meu pai trabalha com construções e minha mãe é manicure. Desde cedo eu também queria trabalhar. Então comecei a acompanhar meu pai, aos 14 anos. Com 16, comecei a atuar numa videolocadora, na qual fiquei mais ou menos seis meses, até que o dono de outra videolocadora me chamou. Trabalhei por três anos nesta segunda videolocadora e hoje estou há dois anos e meio no escritório de advocacia. Também dou aula de alfabetização para adultos na biblioteca Amigos do Livro há três anos.
Quais são suas principais características pessoais?
Sou bastante calmo e tenho o defeito de querer fazer tudo sozinho. Às vezes a gente não consegue abraçar tudo.
O que você gosta de fazer em suas horas vagas?
Aos sábados participo de gincanas, quando tem alguma acontecendo. Também gosto de me reunir com os amigos, passear, ver filmes em casa e ir ao cinema.
O que mais admira nas pessoas?
A bondade, pois nos dias de hoje, para ser uma pessoa bondosa é preciso ter coragem.
O que o tira do sério: a preguiça dos outros.
Quais são seus planos para o futuro?
Terminar a faculdade de Matemática e iniciar a de Arquitetura. Também planejo sair de casa e comprar um carro.
Estilo musical: rock nacional.
Uma mania: escutar música.
Habilidade: desenhar e costurar, ainda mais em época de gincana.
Deixe uma mensagem aos leitores do jornal: Um defeito não é nada perto das qualidades que se tem. Saliente o que as pessoas têm de bom, não de ruim.