Marco Aurélio Angeli (Zoreia), 48 anos, é natural de Taquara. Casado com Elisabeth Angeli (49), tem um filho: Bruno Henrique Angeli (23), e é produtor rural em Taquara.
Como se deu seu envolvimento com o tradicionalismo?
Desde pequeno sempre tive uma afinidade grande com as lides campeiras. Me criei ouvindo histórias de tropas, pois meus avós eram tropeiros e minha mãe foi madrinheira de tropa. Já nos anos 70 comecei a participar das provas campeiras e artísticas promovidas pelo CTG, também das invernadas mirim, juvenil e adulta, no decorrer do tempo. Fui posteiro da invernada artística, capataz da invernada campeira por quatro gestões, capataz tradicionalista também por quatro gestões e membro do conselho. Fui um dos idealizadores do Acampamento Farroupilha do Vale do Paranhana, onde realizo oficinas tropeiras.
O que o motiva a desenvolver este trabalho no Acampamento Farroupilha?
A modernidade hoje está muito avançada, não se tem mais nenhum vínculo com o passado. As oficinas são um resgate da nossa cultura, pois se não passarmos para essa geração agora, daqui uns dez anos pode não mais existir, vai se perdendo com o tempo. O que me motiva é ver que os olhos das crianças brilham enquanto me escutam falando.
O que representa para você participar do Acendimento da Chama Crioula em Taquara?
É uma satisfação muito grande. Dentro da minha trajetória tradicionalista sempre participei dos eventos de acendimento, conduzindo a Chama Crioula. O momento mais importante é que desta vez vou distribuí-la. Será muito marcante poder fazer isso e saber que os representantes de outras regiões e Estados vão poder levar a chama da minha cidade.
Quais são suas impressões de Taquara?
Nasci em Taquara e escolhi essa cidade para ficar. Tanto que fui morar no interior (em Açouta Cavalo) e me estabeleci do lado de cá do rio, para continuar residindo em Taquara.
Quais são suas principais características pessoais?
Gosto de ajudar as pessoas, tenho uma personalidade forte e acredito nas minhas ideias.
O que você gosta de fazer a título de lazer?
Gosto muito de ler, escutar música e tomar chimarrão.
O que o tira do sério: conversa fiada.
Como conheceu sua esposa e o que mais admira nela?
Nos conhecemos no colégio e o que mais admiro é a compreensão, o companheirismo e a dedicação dela.
O que mais o preocupou na criação de seu filho?
Em primeiro lugar, dar estudo para ele e uma formação que achamos que esteja dentro dos bons costumes.
Quais são seus planos para o futuro?
Já estamos ampliando nossa propriedade em Açouta Cavalo para receber turismo rural e cultural voltado ao tema tropeirismo.
Estilo musical: música gaúcha e bandinha a moda antiga.
Prato predileto: guisado de batata com charque e um bom churrasco.
Uma habilidade: me tenho por bom cavaleiro.
Um lugar: minha casa.
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