Perfil

Luciana Heitelvan

Luciana Heitelvan, 55 anos, natural de Canela. Tem três filhos: Carolina (34), Mônica (31) e José Alberto (28). Atualmente é

Luciana Heitelvan, 55 anos, natural de Canela. Tem três filhos: Carolina (34), Mônica (31) e José Alberto (28). Atualmente é secretária do CEOO – Centro Especializado em Oftalmologia e Otorrinolaringologia em Taquara. É idealizadora da Cavalgada de Prendas do Paranhana, organizada pelo grupo “Cavaleiras do Paranhana”, ligado ao Departamento de Cavalgadas do CTG “O Fogão Gaúcho”.

Conte-nos sobre o seu envolvimento com o tradicionalismo.
Fui motivada pela imagem do avô tropeiro e que também foi um dos fundadores do CTG Querência, de Canela, e pela imagem do meu pai, serrano de São Francisco de Paula, soldado da cavalaria de São Gabriel. Mas o incentivo dos amigos foi fundamental.
Como surgiu a ideia de realizar a Cavalgada de Prendas do Paranhana?
A Cavalgada de Prendas já existe há muitos anos, tendo iniciado em São Francisco de Paula, comandada por Neusa Terezinha da Silva Reis, minha grande inspiração, e que vem nos prestigiando a cada evento realizado aqui, ao lado de seu marido Agnel Pacheco dos Reis.  A ideia surgiu no dia 20 de agosto de 2006, quando formamos um grupo de seis mulheres montadas em mulas e participamos da Cavalgada de Prendas de Canela, levando à cabresto a famosa “Mula das Flores” – uma mula carregando um cargueiro de orquídeas colhidas aqui na região e que foi nossa homenagem às prendas. As orquídeas tornaram-se a flor símbolo do nosso logotipo. Um mês após, no desfile do dia 20 de setembro aqui em Taquara, concretizamos a ideia, que levou ainda três anos para ser posta em prática.
O que a motiva a participar e contribuir para atividades relacionadas à cultura gaúcha?
É gratificante fazer um trabalho reconhecido e valorizado e ver que as pessoas se emocionam ao vivenciar o retorno às raízes. Um exemplo, na nossa passagem com as mulas, um senhor chorou, dizendo: “eu pensei que nunca mais iria ver isso”. Em cada edição da Cavalgada de Prendas, procuramos trabalhar juntamente com a população dos locais por onde passamos, para assim aprendermos e mostrarmos às visitantes um pouco da cultura, da gastronomia, do artesanato e da paisagem  da região.
Quais são suas impressões de Taquara?
Vim para Taquara no ano de 1971, quando meu pai foi transferido do Banco Nacional do Comércio de Três Coroas para cá. Em 1975 casei-me com José Carlos Ferreira dos Passos, com quem tive três filhos. Minha paixão por Taquara não é só pelas raízes criadas com o nascimento dos filhos, mas por ser esta antiga e bela, com seus casarios, suas histórias e lendas. Taquara tem um potencial maravilhoso a explorar.
Quais são suas principais características pessoais?
Sou batalhadora, positiva, altruísta, emotiva, amiga e criativa.
O que você gosta de fazer a título de lazer?
Leitura, música, olhar um bom filme, cavalgar.
O que a tira do sério: falta de educação.
O que mais a preocupou na criação dos filhos?
Que se tornassem pessoas dignas e educadas.
Quais são seus planos para o futuro?
Me preparar para receber, em setembro, o neto Bruno, filho da Carolina e do Rafael. Cavalgar muito e tornar a Cavalgada de Prendas um sucesso cada vez maior, elevando o nome de Taquara com orgulho aos quatro costados do Rio Grande do Sul.
Estilo musical: eclético e especialmente música gaúcha.
Prato predileto: espaguete com um bom molho.
Uma habilidade: cantar.
Um lugar: São Francisco de Paula.
Uma lembrança marcante: Cavalgada dos Aparados da Serra, em 2003.
Deixe uma mensagem aos leitores do jornal: “O conformismo é carcereiro da liberdade e inimigo do crescimento”, John F. Kennedy.

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