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Promotor fará diagnóstico do atendimento a crianças de Taquara

O encontro que debateu a interrup­ção das atividades da Apromin tam­bém tratou de questões técnicas rela­cionadas ao atendimento da infância

O encontro que debateu a interrup­ção das atividades da Apromin tam­bém tratou de questões técnicas rela­cionadas ao atendimento da infância e juventude atualmente. Um dos pontos ressaltados pela diretoria da entidade assistencial é que o modelo atual é di­ferente do vivenciado em épocas pas­sadas, com mudanças impostas pela própria entrada em vigor do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

No encontro, a juíza e o promo­tor Márcio Bressani revelaram que o problema atual de Taquara não é o en­frentado pelas crianças anteriormen­te abrigadas na Apromin, que foram transferidas para o Lar Padilha. Mas sim os casos de menores de quatro anos, cujo abrigamento está sendo realizado em Parobé, cidade que já começa a cobrar a ocupação destas vagas por crianças provenientes de Taquara. O promotor convocou tanto a comissão de recuperação como a di­retoria da Apromin a unirem esforços no sentido de auxiliar na resolução desta dificuldade, assim como na dis­cussão de alternativas para a entidade assistencial.

Ao final da reunião, Márcio Bres­sani também anunciou a abertura de um inquérito civil em que será feito um diagnóstico do atendimento a to­das as crianças de Taquara. Ele pre­tende fazer visitas às entidades que atualmente fazem o abrigamento, para produzir um relatório de como está a situação atual. Para tanto, de­verá acionar as lideranças presentes à reunião desta semana a participarem do levantamento, debatendo melho­rias para o setor. Todos os partici­pantes da reunião enfatizaram que a principal preocupação é com o aten­dimento às crianças e adolescentes de Taquara que se encontrem em situa­ção de vulnerabilidade social.

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