No meu entendimento toda lei criada e aprovada, seja ela federal, estadual ou municipal, deve ser cumprida e por que não, cobrada. Mas aqui em nossa cidade acontece um fato curioso, muitos cidadãos taquarenses não conhecem ou fazem de conta que não conhecem as leis do município e agem como se vivêssemos sem comando.
Por que será que estou entrando nesse assunto? Bem, em primeiro lugar gostaria que alguém me explicasse por que não há um órgão responsável na cidade que faça ser cumprida a lei do silêncio, claro, de acordo com as leis que regem o município nesse ínterim. Digo isso porque pelo que eu tenho conhecimento após às 22 horas ou um pouco mais que isso o silêncio deveria ser respeitado, mas não é o que presencio todos os finais de semana, quando acontece um baile numa sociedade local e o horário para o término do evento seria em torno disso, mas ele está se estendendo às vezes, até às 24 horas.
Se fosse só pela música tenho certeza que não ficaria tão incomodada, mas sim a algazarra que os participantes do baile fazem quando termina a festa, quanto a isso gostaria que os responsáveis pelo evento pensassem que o dia seguinte é dia de trabalho, sem contar quando temos a entrada do carro impedida de ser usada porque alguém desavisado não percebeu que estacionou em lugar indevido, a quem reclamar?
Muito bem esse é apenas um caso e digo, não sou contra que aconteça os bailes, mas sim como os fatos se sucedem, acredito que pra tudo deve haver um consenso.
Continuando a falar das leis que não são cumpridas, e essa é uma que vem sendo infringida diariamente, e não acontece nadinha com quem burla a lei. Estou falando dos carros de som, aqueles que fazem propagandas de todas as espécies, cada qual quer usar o volume mais alto, sem perceber que muitas vezes não se consegue nem entender o que estão propagando.
Num sábado pela manhã aconteceu um fato muito interessante, pois havia mais de um veículo de som na rua central, havendo entre as partes uma disputa de “espaço”, ou seja, quem seria o mais ouvido, alguém percebe fatos como esses acontecendo nas barbas das autoridades, sem que tenha algum órgão fiscalizador?
De repente, eu posso estar enganada e não existe nenhuma lei proibindo esses absurdos, pois entra governo, sai governo e tudo continua como está, quem sabe agora, já que estamos entrando em ano eleitoral seja tomada alguma medida para coibir certos abusos, mas é complicado tomar certas providências nessa época, vai que haja perda de votos. Parece que estamos vivendo numa terra sem lei ou até quem sabe elas existam, só não são cumpridas.
O mesmo acontece com os passeios públicos da cidade, bem, mas quanto a esse assunto penso que já gastei o verbo reclamando do estado precário de algumas calçadas, do acúmulo de materiais dos mais diversos impedindo a passagem dos transeuntes, mas na hora que é feita a denúncia até já vi alguma providência ser tomada, como por exemplo, a dos fundos do Fogão Gaúcho, mas e as restantes? Em algumas calçadas podemos perceber árvores, postes de luz, orelhões, lixeiras e tantos outros empecilhos, será que são tomadas algumas providências? Raramente, e olha que escuto muita gente fazendo reclamação, até mesmo alguns vereadores, não sou a única.
Fica aqui mais uma vez a minha indignação, mas sou uma cidadã otimista, acredito que um dia vou ver minha cidade com passeios públicos em condições para andarmos livremente, ruas em condições de trafegabilidade, não como estão atualmente e com motoristas civilizados que saibam respeitar a individualidade do outro.
Clair Wilhelms – professora
Esta postagem foi publicada em 30 de setembro de 2011 e está arquivada em Caixa Postal 59.


