Os ânimos políticos em Taquara indicavam a possibilidade de confusão na eleição da nova mesa diretora do Legislativo. E não deu outra: a sessão ordinária de quarta-feira da Câmara de Vereadores terminou em barraco, com fortes trocas de acusações, inclusive pessoais, entre alguns parlamentares. O resultado é que o pleito deverá parar na Justiça, assim como já ocorreu no começo do ano no município vizinho de Parobé. Toda a confusão começou em função do descumprimento de um acordo firmado por sete vereadores ainda antes do atual mandato. O documento, assinado no dia 16 de outubro de 2008, previa os nomes dos quatro presidentes da Câmara, indicando que em 2012 o vereador Luis Felipe Luz Lehnen (PSDB) seria eleito para a função. Apesar disso, o acordo foi quebrado, com a vereadora Caroline Telles (PP) se lançando para a presidência. Até a chegada da representante judiciária, os ânimos estavam bastante acirrados. Candidato à presidência, Lehnen e seus apoiadores criaram toda a sorte de empecilhos para atrasar o pleito. Depois do presidente Paulo Mello ser notificado pela Justiça, a sessão descambou para um barraco total. O suplente Eduardo Kohlrausch (foto), aos gritos, exigiu de Mello a sua posse imediata. O presidente da Câmara refutou esta hipótese e ambos bateram boca fortemente, trocando inclusive acusações pessoais, com os demais vereadores também interferindo na discussão. Ao final, Mello deu por encerrada a sessão ordinária da Câmara desta semana, suspendendo também a eleição do comando do Legislativo para 2012.


